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23/10 - Preço médio da gasolina nos postos sobe pela quarta semana consecutiva e chega a R$ 6,36, segundo ANP
É possível encontrar o combustível acima de R$ 7 em seis estados: Acre, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Piauí. Preço dos combustíveis em Natal Inter TV Cabugi O preço médio da gasolina nos postos do país subiu 0,6% esta semana, chegando a R$ 6,36 o litro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor máximo foi de R$ 7,46. Essa foi a quarta semana consecutiva de alta. É possível encontrar o litro gasolina acima de R$ 7 em seis estados: Acre (R$ 7,13), Ceará (R$ 7,10), Mato Grosso (R$ 7,04), Minas Gerais (R$ 7,09), Rio Grande do Sul (R$ 7,46), Rio de Janeiro (R$ 7,39) e Piauí (R$ 7,15). A escalada de preços dos combustíveis é reflexo do reajuste de 7,2% no valor da gasolina e do gás de cozinha (GLP) feito pela Petrobras, em vigor desde 9 de outubro. Por este motivo, o preço do botijão de gás de 13kg também se manteve em alta nas revendas, com um aumento de 1,5% em seu preço médio, para R$ 101,96. O valor máximo chegou a R$ 135. Necessidade de importação de combustível pode gerar novo aumento nos preços O preço do etanol hidratado subiu 1,1%, para uma média de R$ 4,87 o litro. O preço máximo do litro do combustível chegou a R$ 7,09. O óleo diesel, por sua vez, registrou leve alta de 0,1%, com preço médio de R$ 5,04 e máximo de R$ 6,42 o litro. Combustíveis pesam na inflação Com o preço da gasolina, do gás natural (GNV) e do etanol em alta, a inflação para o motorista no Brasil disparou e já chega a 18,46% no acumulado em 12 meses até outubro, segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). É a maior inflação para esse grupo desde 2000. Esse aumento passou a consumir boa parte do orçamento dos brasileiros nos últimos meses. A alta também provocou uma enxurrada de reclamações de motoristas de aplicativo, que viram a renda do trabalho diminuir – as principais empresas do setor até anunciaram um aumento no repasse no valor da corrida para os trabalhadores.
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22/10 - Paulo Valle será o novo secretário do Tesouro, informa Ministério da Economia
Valle foi escolhido por Esteves Colnago, anunciado nesta sexta como novo secretário do Tesouro e Orçamento. Paulo Valle vai assumir a Secretaria do Tesouro Nacional O economista Paulo Valle será o novo secretário do Tesouro Nacional, informou nesta sexta-feira (22) o Ministério da Economia. Valle foi escolhido por Esteves Colnago, anunciado nesta sexta como novo secretário do Tesouro e Orçamento. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, após uma visita presidencial ao Ministério da Economia. Valle substitui Jeferson Bittencourt e Colnago entra no lugar de Bruno Funchal. Paulo Valle tem uma longa carreira no serviço público. Ele foi subsecretário de Previdência Complementar na extinta Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e subsecretário da dívida pública do Tesouro Nacional de 2006 a 2015. Antes, exerceu o cargo de coordenador-geral de operações da dívida pública de 1999 a 2006, tendo liderado a implantação do programa Tesouro Direto. Debandada na Economia Bittercourt e Funchal pediram demissão na quinta-feira (21), após a manobra liderada pelo Centrão e pela ala política do governo para afrouxar o teto de gastos para gastar mais em ano eleitoral. Na quinta-feira (21), a comissão especial da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que fixa um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com os precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). Também foi alterada a regra de correção do teto de gastos. O objetivo dessa PEC é abrir espaço no Orçamento e dentro do teto de gastos para pagar R$ 400 às famílias que farão parte do Auxílio Brasil, o programa social que vai substituir o Bolsa Família e o auxílio emergencial. A alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios abrem cerca de R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral, segundo cálculos do relator da PEC dos Precatórios.
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22/10 - Estudo não identificou 'economia significativa de energia' no horário de verão, diz ONS
Documento feito a pedido do Ministério de Minas e Energia diz que redução no consumo à noite é anulada por alta em outros períodos. Governo diz que não retomará mudança nos relógios. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta sexta-feira (22) que não identificou benefícios relevantes em um eventual retorno do horário de verão. O mecanismo de adiantar uma hora nos relógios para aproveitar os dias mais longos foi extinto pelo próprio governo Bolsonaro em 2019. A conclusão faz parte de um estudo realizado pelo ONS a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME). A pasta solicitou a avaliação de "eventuais benefícios da aplicação do horário de verão", diante da "atual conjuntura de escassez hídrica". Em nota divulgada após o estudo vir a público (íntegra abaixo), o MME informou que não vai retomar o horário de verão. "Desta forma, considerando análises técnicas devidamente fundamentadas, o MME entende não haver benefício na aplicação do horário de verão e que as medidas tomadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) têm se mostrado suficientes para garantir o fornecimento de energia elétrica ao SIN na transição do período seco para o período úmido", diz o texto. O estudo do ONS Segundo o estudo do ONS, o retorno do horário de verão não traria economia de energia, já que a redução do consumo no início da noite acaba sendo anulada pelo aumento do consumo em outros períodos do dia. "A elevação da temperatura a partir de setembro acarreta o aumento do consumo de energia devido ao uso de aparelhos de refrigeração nas madrugadas até o início da manhã, durante às tardes e nos horários ampliados do comércio", diz o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, em ofício enviado ao MME. Relembre abaixo o pedido feito pelo ministério ao Operador Nacional do Sistema: Governo pede estudo sobre o retorno do horário de verão Além disso, diz o operador, o retorno do programa não traria benefícios para redução do consumo no período de pico de demanda, que é no período da tarde. "Portanto, a implantação do Horário de Verão reduz a demanda máxima no horário de ponta noturna, das 18h às 21h, mas não tem efeito sobre a demanda máxima do dia que ocorre tipicamente no período da tarde nos meses de outubro a março", explica Ciocchi. Segundo o diretor-geral, a vantagem da adoção do horário de verão estaria restrita à redução do uso da reserva operativa de energia no horário noturno em novembro. O uso da reserva de energia é cogitado para novembro, caso não haja oferta adicional de energia. "Sendo assim, os ganhos em termos de benefícios relevantes para o Sistema Interligado Nacional (SIN) são reduzidos", diz o ONS em nota. "Porém, caberá ao Governo Federal definir se aplicará ou não a medida, considerando impactos em outros setores da economia, além da energia", pontua. LEIA TAMBÉM Crise hídrica: os motivos por trás dos apelos pela volta do horário de verão Horário de verão: associações empresariais pedem retorno da medida Inflação geral: por que está tudo tão caro no Brasil? Conta de luz: confira 10 dicas para economizar energia elétrica Ministro já negou retorno Apesar de ter solicitado o estudo, o Ministério de Minas e Energia sempre classificou como "limitada" a contribuição do horário de verão. "Neste sentido, a contribuição do horário de verão é limitada, tendo em vista que, nos últimos anos, houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período diurno. Assim, no momento, o MME não identificou que a aplicação do horário de verão traga benefícios para redução da demanda", disse o ministério em nota enviada ao g1 em setembro. No fim de setembro, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, descartou a volta do horário de verão. "O horário de verão não foi renovado em 2019 e permanece da forma como está", disse o ministro durante evento no Rio de Janeiro. O estudo do ONS foi enviado em setembro ao ministério, mas só foi divulgado publicamente nesta sexta-feira. Íntegra Leia a íntegra da nota divulgada pelo Ministério de Minas e Energia nesta sexta: Esclarecimentos sobre o horário de verão O encerramento do horário de verão, por meio do Decreto nº 9.772/2019, teve por base estudos do Ministério de Minas e Energia (MME), com apoio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De forma inédita na instituição, o MME realizou em 2019 a Avaliação de Resultado Regulatório sobre os efeitos do ponto de vista do setor elétrico. Os estudos mostraram que a medida deixou de produzir os resultados esperados, perdendo a razão de ser aplicada. Especificamente para o enfrentamento da atual conjuntura hidroenergética, o MME solicitou novos estudos sobre o horário de verão ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo o Operador, não foi identificada economia significativa de energia, pois a redução observada no horário de maior consumo, ou seja, das 18h às 21h, é compensada pelo aumento da demanda em outros períodos do dia, especialmente no início da manhã. Além disso, pelas prospecções realizadas pelo ONS, não haveria impacto sobre o atendimento da potência, pois o horário de verão não afeta o consumo no período da tarde, quando se observa a maior demanda do dia. Assim, o MME concluiu que a aplicação do horário de verão não produz resultados na redução do consumo nem na demanda máxima de energia elétrica ou na mitigação de riscos de déficit de potência. Além disso, na avaliação mais recente das condições de atendimento eletroenergético do Sistema Interligado Nacional (SIN), realizada pelo ONS para este mês de outubro, verifica-se que o sistema se encontra com recursos energéticos suficientes para o adequado atendimento à potência. Desta forma, considerando análises técnicas devidamente fundamentadas, o MME entende não haver benefício na aplicação do horário de verão e que as medidas tomadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) têm se mostrado suficientes para garantir o fornecimento de energia elétrica ao SIN na transição do período seco para o período úmido.
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22/10 - Real é quarta moeda que mais perdeu valor em outubro
Moeda brasileira tem sido bastante pressionada por causa das incertezas com as contas públicas diante das manobras do governo para furar o teto de gastos. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro Reuters O real é a quarta moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar no mês de outubro, mostra um levantamento realizado pelo economista Alex Agostini, da Austin Rating. O ranking usa a cotação do dólar PTax (taxa calculada pelo Banco Central) e leva em consideração a variação de 120 moedas até esta sexta-feira (22). LEIA TAMBÉM: 'Licença' para furar teto por Auxílio Brasil faz dólar subir forte e bolsa cair; entenda Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 e diz que estuda forma de alterar teto de gastos Auxílio Brasil: Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Desde o início do mês, a moeda brasileira acumula desvalorização de 3,9% em relação ao dólar. Só fica atrás das moedas de Sudão do Sul, Ilhas Seychelles e Turquia. Veja o ranking abaixo: Nesta sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,6282, com garantias do presidente Jair Bolsonaro de que ministro da Economia, Paulo Guedes, não deixará o cargo. Bolsonaro sobre Guedes: ‘Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa’ A moeda brasileira tem sido bastante pressionada por causa das incertezas com as contas públicas do país diante das manobras do governo para furar o teto de gastos. O governo busca mais recursos no orçamento para criar o Auxílio Brasil, novo programa social da gestão Bolsonaro. A proposta de furar o teto para bancar o programa social repercutiu negativamente no mercado, elevando os temores de piora do quadro fiscal e de descontrole dos gastos públicos para financiar medidas vistas como populistas. No acumulado do ano, o real ocupa o posto de 14ª moeda que mais perdeu valor, segundo o levantamento da Austin Rating, com uma desvalorização de 9% em relação ao dólar.
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22/10 - Veja frases de Paulo Guedes em coletiva sobre teto de gastos
Ministro da Economia se pronunciou depois de reconhecer o 'furo' no teto de gastos que desencadeou uma crise no mercado financeiro, causando uma disparada do dólar e queda na bolsa de valores. Paulo Guedes fala ao lado de Bolsonaro no Ministério da Economia REUTERS/Ueslei Marcelino O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, fizeram um pronunciamento à imprensa nesta sexta-feira (22) em meio ao avanço da proposta do governo de alterar a regra do teto de gastos públicos para gastar mais com o programa social Auxílio Brasil. O "furo" no teto de gastos desencadeou uma crise no mercado financeiro, causando uma disparada do dólar e queda na bolsa de valores. A desorganização foi intensificada depois que quatro secretários de Guedes pedirem demissão, alegando motivos pessoais. LEIA MAIS Bolsonaro diz que tem confiança absoluta em Guedes e não fará 'aventura' na economia Guedes: 'Em nenhum momento eu pedi demissão, em nenhum momento o presidente insinuou' Guedes diz preferir 'ajuste fiscal menos intenso' e 'abraço do social um pouco mais longo' Ao lado de Bolsonaro e em meio à crise no ministério, Guedes aponta 'falta de comunicação' e 'barulho' Em ato falho, Guedes anuncia Colnago como novo secretário, mas erra o nome duas vezes As declarações foram dadas após uma visita de Bolsonaro ao Ministério da Economia. O presidente disse que governo não fará "nenhuma aventura" na economia e que tem "confiança absoluta" em Guedes. Em seguida, Guedes se pronunciou e respondeu perguntas dos jornalistas. Natuza: ‘Guedes está sendo fritado pela ala econômica’ Abaixo, as principais frases do ministro Sobre as projeções de crescimento para o Brasil: "O Brasil tem tudo para retomar crescimento, R$ 500 bilhões de investimentos já contratados. O Brasil vai crescer mais que as previsões para o ano que vem, bem mais que as previsões que estão sendo feitas." Sobre as negociações no Congresso para abrir espaço no orçamento: "Enquanto faço isso lá fora [viagem aos EUA], naturalmente a política começa a sacudir e o dinheiro dos mais frágeis... Estamos sem IR, precisa tirar dinheiro de algum lugar. E se for R$ 400, tira do teto... A balança começa a barulheira e tem briga entre a ala política e econômica." Sobre o valor pedido para o Auxílio Brasil além do teto de gastos "Tem essa sutileza: como não há fonte permanente – permanente eram os R$ 300 que cabem dentro do teto –, mas como não há fonte permanente e IR não andou, o governo não podia ficar parado. Não vou deixar de assistir os mais frágeis. A solução tecnicamente correta não funcionou e a situação dos mais frágeis piorou." Paulo Guedes: ‘Nós vamos ajudar essas 17 milhões de famílias e reduzir o ritmo do ajuste fiscal’ Sobre a demissão de seus secretários, contrários ao rompimento do teto: "Resultado: virou guerra, todo mundo brigando com todo mundo, querendo sair. Os mais jovens [secretários que se demitiram] que dizem: 'a linha é aqui, não pode furar o teto'". "Inclusive, os nossos secretários que pediram para sair, é natural. O jovem é secretário do Tesouro, está tomando conta lá do Tesouro, o outro é secretário da Fazenda, tomando conta da Fazenda, eles querem que [o auxílio mensal] fique no R$ 300, que fique dentro do teto. A ala política, naturalmente, olhando para fragilidades dos mais vulneráveis, diz 'olha, nós precisamos gastar um pouco mais'. Tem que haver uma linha de equilíbrio aí." "Dois demisionarios... Saíram quatro porque dois eram adjuntos, quando sai o titular, sai o adjunto. Dois que saíram eram jovens, boas pessoas. 'Meu trabalho no Tesouro é trancar, não sai dinheiro nenhum'. Nem para os mais frágeis?" "Cabe ao presidente dizer o precisa atender. Agora se for R$ 500, R$ 600, R$ 700, não dá mesmo e vamos desorganizar a economia. É um equilibrio difícil. Cabe ao presidente fazer arbitragem e cabe a mim fazer a avaliação." "Eu sempre disse a eles: 'não vamos fazer nada errado, vamos fazer tudo transparente. Se quiser sair, tem que ser transparente, tem que ser anunciado. Eu apoio vocês'. Eles negociaram, negociaram... de repente, 24h antes de mandar precatório, disseram: 'vamos sair'." "Mas por quê? Não fizemos tudo certo? 'Ah, mas estamos furando teto'. Eu falei: 'Olha, furamos o teto ano passado para atender a saúde. Os efeitos econômicos sobre os mais frágeis foram devastadores, todo mundo está dizendo que os mais pobres estão sem comida, sem gás, tendo que cozinhar com lenha. Ora, ninguém quer tirar 10 em fiscal e deixar os mais frágeis passarem fome." O teto é um símbolo, mas não vamos deixar pessoas com fome, diz Guedes Sobre o furo no teto de gastos para financiar o Auxílio Brasil: "Qualquer notícia tem informação final e tem barulho. Tem informação, tem sinal e tem barulho. E nós tivemos muito barulho." "Do ponto de vista fiscal, não altera os fundamentos fiscais da economia brasileira, não abala os fundamentos fiscais. Os fundamentos são sólidos." "Não há nenhuma mudança no arcabouço fiscal. Poderia ter sido feito exatamente dentro das regras atuais, apenas dizendo: 'preciso de licença para gastar mais R$ 30 bilhões, porque em vez de R$ 300 que cabia no teto vão ser R$ 400, só isso." Guedes fala em ‘esforço para tirar a incerteza’ ao responder sobre mercado e caminhoneiros "Não estou preocupado com a coisa: foi extra-teto ou levantamento do teto? O importante é o seguinte: é plenamente absorvível nas contas, as finanças seguem inabaladas." "Vamos pensar nas futuras gerações, compromisso com responsabilidade fiscal. Preferimos ajuste fiscal um pouco menos intenso e abraço do social um pouco mais longo. É isso que está acontecendo." "Estou muito feliz porque estou furando teto? Não, eu detesto furar teto." Paulo Guedes: ‘Detesto furar teto, mas nós não estamos aí só para tirar dez no fiscal’ Sobre o substituto escolhido para o Orçamento, Esteves Colnago, que Guedes confunde com o sócio do banco BTG Pactual, André Esteves: "E a gente quer anunciar também a saída de um jovem que a gente compreende, a função do jovem é defender, da política é atacar, a minha é avaliar até onde posso ir." "Estou nomeando alguém com muita formação, muita experiência para o lugar do antigo secretário especial do Tesouro e Orçamento, que era o Funchal. Sai o Funchal e entra o André Esteves. O André Colnago, o André Colnago. É porque, é porque, é o André Esteves Colnago. Ele é Esteves Colnago. Ele não tem o André, né?" "Ato falho. Teve gente da área política que andou indo no André Esteves, do BTG. 'Se o Guedes sair, quem botar lá? Podemos colocar o Mansueto [Almeida, ex-secretário do Tesouro e economista do BTG Pactual]?" "Por ato falho, falei André Esteves. Sei que não pediu isso, o presidente. Porque eu confio nele e ele em mim, mas muita gente da área politica andou fazendo pescaria lá [no BTG Pactual]." Sobre a manobra fiscal para financiar o Auxílio Brasil: "Quando não aprova IR, o Auxílio Brasil fica sem fonte permanente, não pode ser permanente. Aí você dá temporário. Ora, sendo temporario você não precisa – já que não tem fonte, nao é permanente – você pode pegar aumento de arrecadação. Nossa arrecadação está surpreendendo todo mês. (...) Arrecadação está vindo acima de R$ 200 bilhões. Então, você gastar R$ 20 bilhões ou R$ 30 bilhões para dar R$ 100 reais a mais para a população mais frágil é completamente possível." Sobre a relação com Bolsonaro: "Acredito que o presidente quer as reformas e é popular. Eu não acho que o presidente é populista. Se fosse populista, ele tinha pedido R$ 600, R$ 700 lá atrás." "Uma porção de ministros pede para furar o teto e ele vem e fala: 'PG, pode ser um pouco mais... Ele tem esse senso de responsabilidade e sempre me apoiou nas horas decisivas. Agora, ele pediu o apoio. Ele falou: 'vem cá, e os mais frágeis?' E a nossa equipe trabalhou com ele." Guedes, sobre rumores de saída da pasta: ‘Confio no presidente e confio na Democracia’ "Eu não pedi demissão, em nenhum momento pedi demissão. Em nenhum momento o presidente insinuou qualquer coisa semelhante. Quando me referi ao André Esteves, é porque eu soube que, enquanto eu estava lá fora, teve uma 'movimentação política' aqui." Sobre as críticas de economistas à atuação como ministro: "Vejo ex-ministro que levou a inflação para 5000% falando de responsabilidade fiscal. Gente que deu aumento três anos seguidos antecipado, disparou a despesa, botou teto em cima e não fez reforma, saiu correndo, também criticando... A críticas construtivas, estou aberto. Criticas de quem passou por aqui e não fez nada?" 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x
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22/10 - Guedes: 'Em nenhum momento eu pedi demissão, em nenhum momento o presidente insinuou'
Ministro da Economia concedeu entrevista ao lado do presidente Jair Bolsonaro nesta sexta, após debandada de secretários e planos de furar o teto de gastos para irrigar Auxílio Brasil. Guedes, sobre rumores de saída da pasta: ‘Confio no presidente e confio na Democracia’ O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (22) que não pediu demissão do cargo em nenhum momento nos últimos dias. Ele também negou que o presidente Jair Bolsonaro tenha "insinuado" sua saída do cargo. "Eu não pedi demissão, em nenhum momento eu pedi demissão. Em nenhum momento o presidente insinuou qualquer coisa semelhante. Quando eu me referi ao André Esteves, é porque eu soube que enquanto eu estava lá fora teve uma movimentação política aqui", disse Guedes. Durante coletiva ao lado de Bolsonaro, no Ministério da Economia, Guedes cometeu um ato falho e disse que tinha escolhido o executivo André Esteves, do BTG Pactual, para comandar a Secretaria de Orçamento e Tesouro. Na verdade, o escolhido foi o ex-ministro do Planejamento Esteves Colnago. "Normalmente, eu não falo que sejam ministros não. Existe uma legião de fura-tetos, o teto é desconfortável. O teto obriga as pessoas a fazerem escolhas, tudo isso", disse Guedes. A entrevista aconteceu inicialmente ao lado do presidente Bolsonaro, que deixou o Ministério da Economia após um pronunciamento e sem responder a perguntas. A visita de Bolsonaro ao Ministério da Economia ocorreu após uma semana de fortes tensões no mercado financeiro por conta da proposta de furar o teto de gastos - mecanismo que limita a alta dos gastos públicos à inflação do ano anterior. Veja abaixo um os trechos do pronunciamento: Bolsonaro sobre Guedes: ‘Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa’ Guedes citou a necessidade de dar um reajuste maior ao Bolsa Família, acima dos R$ 300 que se enquadrariam dentro dos limites legais do teto de gastos. “O governo não podia ficar parado [diante das necessidades da população]. O presidente [Bolsonaro] tem que dizer: ‘Olha, eu não vou deixar de assistir aos mais frágeis, vai acabar o auxílio emergencial, como é que nós vamos ficar? Nós precisamos da solução’. Como a solução tecnicamente correta não funcionou, e a situação dos mais frágeis piorou [..] nós vamos ter de gastar um pouco mais, e aí começamos a construir isso juntos”, afirmou. Segundo Guedes, o governo não podia ficar parado [diante das necessidades da população]. "O presidente [Bolsonaro] disse que precisava de uma solução, pois a situação dos mais frágeis piorou. Vamos ter de gastar um pouco mais, e começamos a construir isso juntos”, afirmou. LEIA TAMBÉM Ministro fica: Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes 'Falta de comunicação': crise é 'barulho', afirma Guedes Debandada: saída de secretários 'é natural', diz Guedes 'Abraço do social': ministro prefere ajuste 'menos intenso' Ato falho: Guedes anuncia secretário, mas erra o nome Abalo no mercado: temor de descontrole faz bolsa despencar Debandada: saiba quem já deixou o ministério de Guedes Motivo da polêmica: entenda o que é teto de gastos Na visita ao Ministério da Economia, Bolsonaro disse ter "confiança absoluta" em Paulo Guedes e acrescentou que seu governo não fará "nenhuma aventura" na economia. “Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa. [Guedes] assumiu em 2019, fez um brilhante trabalho, quando começou 2020, a pandemia, uma incógnita a para o mundo todo”, declarou. "Deixo claro a todos os senhores: esse valor decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura. Não queremos colocar em risco a nada no tocante à economia", disse Bolsonaro sobre os R$ 400 que devem ser pagos no Auxílio Brasil em 2022. Segundo o presidente, as dificuldades na economia, com crescimento da inflação, não acontecem somente no Brasil. Analistas apontam, entretanto, que as tensões políticas têm impulsionado mais as pressões inflacionárias no país, por conta da alta do dólar. “Na economia, o Brasil é um do que menos está sofrendo, podemos crescer 5% no corrente ano. Há uma massa de pessoas, os mais necessitados, são 16 milhões de pessoas no bolsa família. O tíquete médio, em R$ 192, e a gente vê esse valor como insuficiente para o mínimo”, declarou. Crítica à 'ala política' Questionado por jornalistas, Guedes reconheceu que a decisão de inflar programas sociais sem tomar medidas adicionais de correção da economia pode impulsionar a alta dos juros e a inflação – em um ciclo que, na prática, acaba prejudicando os mais pobres novamente. De acordo com o ministro, sempre que há uma proposta de aumentar programas, a ala política faz o alerta dos riscos. A ala política, no entanto, sempre pressionar para ampliar os gastos – sobretudo, diz Guedes, perto das eleições. “É uma luta que há sempre [entre a ala política e os responsáveis pela economia] há mais de 30, 40 anos. Desenvolvimentista, austeridade, conversa antiga, todo mundo sabe”, declarou. Guedes disse que a ala política costuma testar os limites fixados pela equipe econômica. “Às vezes, [os representantes da política] dão um passo, dois. Os mercados têm reação, mostram que o caminho não é certo, e aí todo mundo corrige um pouco”, acrescentou. Natuza Nery explica o que é o teto de gastos
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22/10 - Em ato falho, Guedes anuncia Colnago como novo secretário, mas erra o nome duas vezes
Ex-ministro do Planejamento do governo Michel Temer substituirá Bruno Funchal, que pediu demissão junto com outros três secretários do Ministério da Economia. o ex-ministro do Planejamento, Esteves Colnago Divulgação O ministro Paulo Guedes anunciou nesta sexta-feira (22) o ex-ministro do Planejamento Esteves Colnago como novo secretário especial de Tesouro e Orçamento, em substituição a Bruno Funchal, que pediu demissão. Segundo havia informado o blog de Ana Flor, Colnago já havia aceitado o convite (vídeo abaixo). Ana Flor: Esteves Colnago assume secretaria do Tesouro e Orçamento Ao anunciar o novo secretário, Guedes se confundiu e afirmou que "André Esteves" [empresário do banco BTG Pactual] iria assumir o Tesouro. Depois, ao tentar se corrigir, falou "André Colnago" para enfim dizer "Esteves Colnago". "Estou nomeando alguém com muita formação, muita experiência para o lugar do antigo secretário especial do Tesouro e Orçamento, que era o Funchal. Sai o Funchal e entra o André Esteves [Bolsonaro ri]. O André Colnago, o André Colnago. É porque, é porque, é o André Esteves Colnago. Ele é Esteves Colnago. Ele não tem o André, né?", indagou — o nome completo de Esteves Colnago é Esteves Pedro Colnago Junior. Em seguida, o ministro se justificou: "Eu vou dizer por que o ato falho: é porque andaram levando nome lá para o André Esteves, levando sugestões, pedindo ao presidente. Teve uma ala política que andou indo lá no André Esteves, do BTG, perguntando: ‘Se o Paulo Guedes sair, quem a gente pode botar lá? Dá para emprestar o Mansueto?’ Umas coisas desse tipo", afirmou. E complementou: "Então, por ato falho que falei no André Esteves. Sei que o presidente não pediu isso porque acredito que ele confia em mim e eu confio nele, mas sei que muita gente da ala política andou oferecendo nome e fazendo pescaria, inclusive lá", declarou. LEIA TAMBÉM Ministro fica: Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes Sem demissão: 'Em nenhum momento pedi', declara ministro 'Falta de comunicação': crise é 'barulho', afirma Guedes Debandada: saída de secretários 'é natural', diz Guedes 'Abraço do social': ministro prefere ajuste 'menos intenso' Abalo no mercado: temor de descontrole faz bolsa despencar Debandada: saiba quem já deixou o ministério de Guedes Esteves Colnago vai assumir a vaga que ficou aberta com a demissão do então secretário Bruno Funchal, nesta quinta-feira (21). Funchal e outros três secretários da Economia saíram do governo alegando motivos pessoais. A demissão deles coincide com os avanços do governo na estratégia de alterar o teto de gastos para aumentar o valor do benefício social Auxílio Brasil. Colnago foi ministro na gestão do ex-presidente Michel Temer. Ele é servidor de carreira e, atualmente, faz a articulação do Ministério da Economia com o Congresso Nacional. Há menos de um ano, foi sondado para o cargo, mas, na ocasião, preferiu ficar na articulação política da pasta. Secretário do Tesouro Nacional Na noite desta sexta-feira, após o anúncio do secretário especial, o Ministério da Economia informou que Paulo Valle, atual subsecretário de Previdência Complementar no Ministério do Trabalho e Previdência, será o novo secretário do Tesouro Nacional, subordinado a Colnago, que o escolheu para o posto. Subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional de 2006 a 2015 e coordenador-geral de Operações da Dívida Pública de 1999 a 2006, período no qual conduziu a implantação do programa Tesouro Direto, Valle substitui Jeferson Bittencourt, um dos quatro secretários que pediram demissão nesta quinta-feira (21).
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22/10 - Guedes diz preferir 'ajuste fiscal menos intenso' e 'abraço do social um pouco mais longo'
Ministro deu entrevista ao lado do presidente Jair Bolsonaro e disse que não deixará governo. Ele afirmou que mudanças no teto de gastos não vão abalar fundamentos fiscais da economia. Ao lado de Bolsonaro, Guedes confirma que governo vai desrespeitar teto de gastos para viabilizar Auxílio Brasil O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira (22) preferir "um ajuste fiscal menos intenso" e um "abraço social um pouco mais longo". Paulo Guedes deu a entrevista no Ministério da Economia ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O presidente foi visitar o ministro devido às tensões causadas pela demissão de quatro secretários da pasta e pelas informações de que o próprio ministro poderia sair, o que ele negou. Bolsonaro disse ter "confiança absoluta" em Guedes. Os dois se encontraram no ministério em meio a um ambiente econômico conturbado e com reação negativa do mercado às medidas que levam o governo a "furar" o teto de gastos e afrouxar as regras fiscais como forma de financiar o novo programa social Auxílio Brasil no ano eleitoral de 2022. LEIA TAMBÉM Ministro fica: Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes Sem demissão: 'Em nenhum momento pedi', declara ministro 'Falta de comunicação': crise é 'barulho', afirma Guedes Ato falho: Guedes anuncia Colnago no Tesouro, mas erra o nome Demissões: saída de secretários 'é natural', diz Guedes Abalo no mercado: temor de descontrole faz bolsa despencar Debandada: saiba quem já deixou o ministério de Guedes O tumulto na área econômica foi causado pelos avanços da estratégia do governo de alterar a regra do teto de gastos para torná-la menos rígida e, assim, conseguir pagar, no ano eleitoral de 2022, no mínimo R$ 400 para os beneficiários do programa social Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família. A equipe econômica, inicialmente, defendia um valor de R$ 300, a fim de manter a despesa dentro do teto. "Preferimos tirar 8 em fiscal — em vez de tirar 10 — e atender aos mais frágeis", afirmou o ministro. "Nós preferimos um ajuste fiscal um pouco menos intenso e um abraço do social um pouco mais longo. É isso que está acontecendo", continuou. "Todo mundo está dizendo que o povo está tendo dificuldade de comer, de comprar o gás de cozinha. Nós vamos ajudar os brasileiros. Nós vamos ajudar essas 17 milhões de famílias e vamos reduzir o ritmo do ajuste fiscal", declarou o ministro. Guedes disse ainda que as alterações no teto de gastos não vão abalar os fundamentos fiscais da economia. "Do ponto de vista fiscal, não altera os fundamentos fiscais da economia brasileira. Não abala os fundamentos fiscais. Os fundamentos são sólidos", argumentou Guedes. Antes de Guedes, Bolsonaro fez um pronunciamento. Ele disse que tem confiança absoluta no ministro e que o governo não fará "aventura" na economia. Paulo Guedes: ‘Detesto furar teto, mas nós não estamos aí só para tirar dez no fiscal’ Alteração no teto Na quinta-feira (21), a comissão da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que fixa um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com os precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). Também foi alterada a regra de correção do teto de gastos. O texto aprovado pela comissão libera quase R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. Técnicos do Congresso, porém, estimam que esse espaço orçamentário pode ser ainda maior e ultrapassar R$ 95 bilhões. O governo tenta reduzir o montante de precatórios, e implementar mudanças no indexador do teto. A medida é uma das apostas do governo federal para viabilizar o Auxílio Brasil. Além do novo programa social, a medida também abre espaço para emendas parlamentares. VÍDEOS: notícias de economia
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22/10 - Guedes diz que foi 'natural' saída de secretários do governo em meio a discussão do teto
Secretários pediram demissão nesta quinta-feira (21). Ministro da Economia afirmou que "jovens" eram os "negociadores" do Auxílio Brasil e queriam que benefício fosse de R$ 300, para caber no teto de gastos. Em nova debandada, secretários do Tesouro e Orçamento de Guedes pedem demissão O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (22) que a saída dos secretários da pasta em meio a discussão do teto de gastos foi "natural", pois eles eram os "negociadores" da proposta do Auxílio Brasil. Guedes fez a afirmação um dia após quatro secretários pedirem demissão alegando motivos pessoais. A declaração foi dada após uma visita presidencial ao Ministério da Economia, em meio ao avanço da proposta do governo de alterar a regra do teto de gastos públicos para gastar mais com o programa social Auxílio Brasil. "Inclusive, os nossos secretários que pediram para sair, eles saírem é natural. O jovem é secretário do Tesouro, está tomando conta lá do Tesouro, o outro é secretário da Fazenda, tomando conta da Fazenda, eles querem que [o auxílio mensal] fique nos R$ 300, que fique dentro do teto", afirmou Guedes. O ministro disse ainda que a ala política "naturalmente" olhou para "fragilidades dos mais vulneráveis" e pediu um valor maior para o auxílio. "A ala política, naturalmente, olhando para fragilidades dos mais vulneráveis, diz 'olha, nós precisamos gastar um pouco mais'. Deve haver uma linha de equilíbrio aí. E é isso que estava sendo discutido e é isso que entrou na PEC do precatório", afirmou Guedes. Deixaram o governo nesta quinta-feira (21) o secretário do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo. LEIA TAMBÉM Ministro fica: Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes 'Falta de comunicação': crise é 'barulho', afirma Guedes 'Abraço do social': ministro prefere ajuste 'menos intenso' Ato falho: Guedes anuncia secretário, mas erra o nome Abalo no mercado: temor de descontrole faz bolsa despencar Debandada: saiba quem já deixou o ministério de Guedes Motivo da polêmica: entenda o que é teto de gastos Negociações Nesta quarta-feira (20), o ministro da Cidadania, João Roma anunciou um reajuste permanente de 20%, em relação ao Bolsa Família, no programa Auxílio Brasil, e a criação de um "benefício transitório" para que as famílias recebam, até o fim de 2022, pelo menos R$ 400 mensais. Como forma de manter a despesa dentro do teto de gastos, a equipe econômica defendia que o valor do benefício fosse de R$ 300. Após o anúncio dos reajustes, Guedes disse nesta quarta (20) que o governo ainda estudava uma forma de alterar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil. O ministro afirmou nesta sexta-feira (22) que os secretários que pediram demissão nesta quinta-feira (21) eram os "negociadores" da proposta. "Os próprios jovens da nossa equipe que acabaram saindo foram os negociadores, eles negociaram aí uma semana, duas semanas. A PEC dos precatórios nasceu lá na casa do presidente do Senado, conversámos também com os ministros do Supremo [...]", declarou. Guedes afirmou ainda a mudança no valor do Auxílio Brasil, de R$ 300 para R$ 400, não alterou "fundamentos fiscais da economia brasileira". "Quando o presidente pediu para atender R$ 100 a mais, R$ 400 em vez de R$ 300, fomos buscar então esse espaço extra. Ora, do ponto de vista fiscal, não altera os fundamentos fiscais da economia brasileira, não abala os fundamentos fiscais. Os fundamentos são sólidos", disse Guedes. O teto é um símbolo, mas não vamos deixar pessoas com fome, diz Guedes O ministro disse também que entende tanto a defesa do respeito ao teto de gastos, quanto a preocupação da ala política em não "deixar milhões passarem fome". "Nós entendemos os mais jovens que dizem: 'Olha, a linha é aqui, não pode furar o teto'. Nós entendemos a política, que diz o seguinte: 'Olha, o teto é um símbolo de austeridade, é um símbolo de compromisso com as gerações futuras, mas não vamos deixar milhões de pessoas passarem fome para tirar 10 em política fiscal e tirar zero em assistência aos mais frágeis'", declarou. VÍDEOS: notícias de política
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22/10 - Ao lado de Bolsonaro e em meio à crise no ministério, Guedes aponta 'falta de comunicação' e 'barulho'
Segundo ministro, ala econômica defendia Auxílio Brasil de R$ 300; ala política, de até R$ 700; e Bolsonaro optou por R$ 400. Quatro secretários da Economia pediram demissão na quinta (21). O teto é um símbolo, mas não vamos deixar pessoas com fome, diz Guedes O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (22) que houve "barulho" e "falta de comunicação" nos últimos dias. Guedes deu a declaração em um pronunciamento no Ministério da Economia ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, a possibilidade levantada por Guedes de o programa Auxílio Brasil furar o teto de gastos provocou reações negativas no mercado financeiro. Além disso, nesta quinta (21), quatro secretários do ministério pediram demissão. "Qualquer notícia tem informação, sinal e tem barulho. Tem informação, tem sinal e tem barulho. E nós tivemos muito barulho", declarou Paulo Guedes. Em vigor desde 2017, o teto de gastos limita o aumento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) à inflação do ano anterior. LEIA TAMBÉM Ministro fica: Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes Sem demissão: 'Em nenhum momento pedi', declara ministro Debandada: saída de secretários 'é natural', diz Guedes Ato falho: Guedes anuncia secretário, mas erra o nome 'Abraço do social': Guedes diz preferir ajuste fiscal 'menos intenso' Abalo no mercado: temor de descontrole faz bolsa despencar Debandada: saiba quem já deixou o ministério de Guedes Antes da fala de Guedes, Bolsonaro disse ter confiança absoluta no ministro, acrescentando que não fará "aventura" na economia. Conforme o colunista do g1 Valdo Cruz, se confirmado o valor de R$ 400 do Auxílio Brasil, R$ 300 devem ser pagos dentro do teto, e R$ 100, fora. Segundo Paulo Guedes, a ala econômica do governo defendeu que o Auxílio Brasil ficasse em R$ 300, respeitando o teto de gastos, enquanto a ala política defendeu que o pagamento chegasse a até R$ 700. Bolsonaro, então, ainda de acordo com o ministro da Economia, definiu o valor de R$ 400. Guedes, sobre rumores de saída da pasta: ‘Confio no presidente e confio na Democracia’ 'Falta de comunicação' Ainda no pronunciamento desta sexta, Paulo Guedes afirmou que é "natural" a ala política do governo querer ajudar os mais pobres e que isso teria motivado o "barulho". "Esse barulho é muito falta de comunicação", disse o ministro. Guedes destacou ainda que, mesmo com o Auxílio Brasil acima de R$ 300, não há "irresponsabilidade fiscal" nem "licença para gastar". "Por um lado, você quer ajudar os mais frágeis. E é natural, e a ala política, isso é que acho que criou todo esse barulho. [...] Enquanto estou fazendo isso lá fora, naturalmente, a política começa a sacudir. 'E o dinheiro dos mais frágeis?', 'Nós estamos sem [reforma do] Imposto de Renda'. Se estamos sem Imposto de Renda, vamos precisar tirar dinheiro de algum lugar. 'E se for R$ 400?', 'Bom, ai fura o teto'. Aí começa a barulheira, e aí começa uma aparente briga entre ala política e a ala econômica", afirmou. Ele defendeu que, então, fosse adotada "uma linha no meio" entre as reivindicações da "ala política" e o que pensa a "ala econômica". "Então, tem uma ala política que pede auxílio de R$ 500, R$ 600, R$ 700, e tem a ala econômica, que fala: 'Olha, só temos até R$ 300'. O teto é só até R$ 300. Deve haver uma linha no meio entre austeridade financeira, compromisso com futuras gerações [...]. Então, o presidente traçou a linha: 'Vamos até R$ 400'", declarou. Segundo Guedes, o resultado é que "isso virou guerra com todo mundo brigando com todo mundo". "Nós entendemos os mais jovens que dizem: 'Olha, a linha é aqui, não pode furar o teto'. Nós entendemos a política, que diz o seguinte: 'Olha, o teto é um símbolo de austeridade, é um símbolo de compromisso para as gerações futuras, mas não vamos deixar milhões de pessoas passarem fome para tirar 10 em política fiscal e tirar zero em assistência aos mais frágeis'", declarou. Análise Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre "A implosão do teto e da equipe econômica":
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22/10 - Bolsonaro diz que tem confiança absoluta em Guedes e não fará 'aventura' na economia
Presidente visitou Ministério da Economia nesta sexta, após debandada de secretários e proposta de furar o teto para injetar mais recursos no Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família. Bolsonaro sobre Guedes: ‘Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa’ O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (22) que tem "confiança absoluta" no ministro da Economia, Paulo Guedes, e acrescentou que seu governo não fará "nenhuma aventura" na economia. A declaração foi dada após uma visita presidencial ao Ministério da Economia, em meio ao avanço da proposta do governo de alterar a regra do teto de gastos públicos para gastar mais com o programa social Auxílio Brasil. Ocorre também um dia após quatro secretários de Guedes pedirem demissão, alegando motivos pessoais. “Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa. [Guedes] assumiu em 2019, fez um brilhante trabalho, quando começou 2020, a pandemia, uma incógnita a para o mundo todo”, declarou. "Deixo claro a todos os senhores: esse valor decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura. Não queremos colocar em risco a nada no tocante à economia", disse Bolsonaro sobre os R$ 400 que devem ser pagos no Auxílio Brasil em 2022. Ao lado de Bolsonaro, Guedes confirma que governo vai desrespeitar teto de gastos para viabilizar Auxílio Brasil Segundo o presidente, as dificuldades na economia, com crescimento da inflação, não acontecem somente no Brasil. Analistas apontam, entretanto, que as tensões políticas têm impulsionado mais as pressões inflacionárias no país, por conta da alta do dólar. “Na economia, o Brasil é um do que menos está sofrendo, podemos crescer 5% no corrente ano. Há uma massa de pessoas, os mais necessitados, são 16 milhões de pessoas no bolsa família. O ticket médio, em R$ 192, e a gente ve esse valor como insuficiente pro mínimo”, declarou. Bolsonaro declarou que seu governo não fará “nenhuma aventura na economia”. “Não queremos colocar em risco nada no tocante à economia”, declarou. O presidente da República, no entanto, reafirmou a intenção de pagar R$ 400 mensais aos caminhoneiros autônomos, anunciada nesta quinta em meio à turbulência política. A ideia é aplacar os danos causados ao transporte rodoviário pelas sucessivas altas dos combustíveis. Nesta sexta, Bolsonaro falou que o programa será limitado a R$ 4 bilhões. Mais uma vez, no entanto, o presidente não explicou de onde vai tirar esses recursos. LEIA TAMBÉM Motivo da polêmica: entenda o que é teto de gastos Ministro fica: Guedes diz que não pediu pra sair 'Abraço do social': Guedes fala em 'ajuste fiscal menos intenso' Saída de secretários: ministro vê movimento como 'natural' Crise na pasta: ministro cita 'barulho' e 'falta de comunicação' Ato falho: Guedes anuncia secretário, mas erra nome Auxílio a caminhoneiros: R$ 400 cobre só 13% de um tanque Abalo no mercado: temor de descontrole derruba bolsa Debandada: veja quem já deixou o ministério de Guedes Natuza Nery explica o que é o teto de gastos Saída de secretários é 'natural', diz Guedes No pronunciamento ao lado de Bolsonaro, no Ministério da Economia, Guedes comentou pela primeira vez a saída de quatro dos principais secretários da pasta ligados à área fiscal – responsável por gerenciar os gastos de governo. Segundo o ministro, a exoneração dos quatro comandados é algo "natural". "Inclusive, os nossos secretários que pediram para sair, é natural. O jovem é secretário do Tesouro, está tomando conta lá do Tesouro, o outro é secretário da Fazenda, tomando conta da Fazenda, eles querem que [o auxílio mensal] fique no R$ 300, que fique dentro do teto. A ala política, naturalmente, olhando para fragilidades dos mais vulneráveis, diz 'olha, nós precisamos gastar um pouco mais'. Tem que haver uma linha de equilíbrio aí." O teto é um símbolo, mas não vamos deixar pessoas com fome, diz Guedes Ao lado de Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes afirmou que os cálculos indicavam que seria possível conceder um aumento para o novo programa social, chamado de Auxilio Brasil, dentro das regras do teto de gastos. Porém, Guedes afirmou que a ala política do governo buscava um benefício maior, de R$ 600 ou R$ 700. Por isso, afirmou que foi encontrado um meio termo de R$ 400. E que houve uma falta de comunicação e falta de boa vontade com o governo, gerando uma “guerra intestina, que está todo mundo brigando com todo mundo”. Semana de tensões Na quinta-feira (21), a comissão especial criada na Câmara para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios aprovou a fixação de um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com os precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). Também foi alterada a regra de correção do teto de gastos. As mudanças na regra do teto de gastos, aprovadas pela comissão, e a debandada no Ministério da Economia, adicionaram mais tensão aos movimentos do mercado financeiro. Nesta sexta-feira (22), o dólar é negociado novamente em forte alta, em meio aos temores de piora do cenário fiscal do país após as manobras do governo para driblar o teto de gastos. Já a Bovespa opera em queda, na contramão dos mercados externos. Julia Dualibi: aliados dizem que Paulo Guedes fica no governo Alteração no teto O texto aprovado pela comissão libera quase R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. Técnicos do Congresso, porém, estimam que esse espaço orçamentário pode ser ainda maior e ultrapassar R$ 95 bilhões. A medida é uma das apostas do governo federal para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. O governo tenta reduzir o montante de precatórios, e implementar mudanças no indexador do teto. A intenção é que cada família beneficiária do novo programa receba, pelo menos, R$ 400 por mês no próximo ano. Além do novo programa social, a medida também abre espaço para emendas parlamentares.
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22/10 - Esteves Colnago aceita convite para assumir a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento
O ministro do Planaejamento, Esteves Colnago Hoana Gonçalves/MP O ex-ministro do Planejamento, Esteves Colnago, aceitou o convite para ser o novo secretário especial do Tesouro e Orçamento. Ele vai assumir a vaga que ficou aberta com a demissão do então secretário Bruno Funchal, nesta quinta-feira (21). Funchal e outros três secretários da Economia saíram do governo alegando motivos pessoais. A demissão deles coincide com os avanços do governo na estratégia de alterar o teto de gastos para aumentar o valor do benefício social Auxílio Brasil. Colnago foi ministro na gestão do ex-presidente Michel Temer. Ele é servidor de carreira e, atualmente, faz a articulação do Ministério da Economia com o Congresso Nacional. Há menos de um ano, Colnago foi sondado para o cargo, mas, na ocasião, preferiu ficar na articulação política da pasta. VÍDEOS: veja mais notícias de política
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22/10 - Um dia após demissão de secretários, Bolsonaro visita Guedes no Ministério da Economia
Visita ocorre em meio à tensão gerada no mercado com a alteração do teto de gastos e as demissões de quatro secretários de Guedes. Governo tenta O presidente Jair Bolsonaro chegou por volta de 14h30 nesta sexta-feira (22) para uma visita ao ministro Paulo Guedes, no Ministério da Economia. O encontro ocorre em meio ao avanço da proposta do governo de alterar a regra do teto de gastos públicos para gastar mais com o programa social Auxílio Brasil. Ocorre também um dia após quatro secretários de Guedes pedirem demissão, alegando motivos pessoais. Na quinta-feira (21), a comissão da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que fixa um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com os precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). Também foi alterada a regra de correção do teto de gastos. As mudanças na regra do teto de gastos, aprovadas pela comissão, e a debandada no Ministério da Economia, adicionaram mais tensão aos movimentos do mercado financeiro. Nesta sexta-feira (22), o dólar é negociado novamente em forte alta, em meio aos temores de piora do cenário fiscal do país após as manobras do governo para driblar o teto de gastos. Já a Bolsa de Valores opera em queda, na contramão dos mercados externos. Julia Dualibi: aliados dizem que Paulo Guedes fica no governo Alteração no teto O texto aprovado pela comissão libera quase R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. Técnicos do Congresso, porém, estimam que esse espaço orçamentário pode ser ainda maior e ultrapassar R$ 95 bilhões. A medida é uma das apostas do governo federal para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. O governo tenta reduzir o montante de precatórios, e implementar mudanças no indexador do teto. A intenção é que cada família beneficiária do novo programa receba, pelo menos, R$ 400 por mês no próximo ano. Além do novo programa social, a medida também abre espaço para emendas parlamentares. VÍDEOS: veja mais notícias de política
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22/10 - Auxílio de R$ 400 cobre só 13% de um abastecimento, diz líder de caminhoneiros
Ajuda anunciada na quinta-feira (21) pelo presidente Jair Bolsonaro tem sido chamado de “esmola” por caminhoneiros. Bolsonaro diz que caminhoneiros receberão auxílio de R$ 400 O auxílio-diesel de R$ 400 prometido pelo presidente Jair Bolsonaro cobre só 13% do abastecimento completo de um caminhão – uma média de cerca de 80 litros para uma capacidade de 600 litros. É o que informa, em nota, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o “Chorão”. Nos grupos de comunicação dos caminhoneiros, circulam outros depoimentos com conteúdo semelhante. Em um deles, um motorista de Cuiabá calcula que só os reajustes programados para ocorrer até 1º de novembro – data para a qual está programada uma paralisação da categoria – elevarão seus gastos mensais com abastecimento em cerca de R$ 1.800. Com isso, sua despesa mensal irá para R$ 17.000. Bolsonaro diz que caminhoneiros receberão auxílio de R$ 400 e que conta somará mais de R$ 3 bilhões Em uma parada no posto na quinta-feira, o caminhoneiro Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), desembolsou R$ 819,52 por 177,002 litros de diesel. “Amanhã tem mais outra desta”, contou. É por causa dessas cifras que o auxílio, longe de ser recebido como um alívio, tem sido chamado de “esmola” nos grupos de comunicação de caminhoneiros. “É mais um ‘balão apagado’ para categoria colecionar de promessas do governo que ajudou a eleger”, reclama Chorão. Eles querem alterações na política de preços da Petrobras. “Queremos estabilidade dos preços dos combustíveis, um fundo de colchão para amenizar volatilidade, mudança na política de preços da Petrobras, aposentadoria especial a partir dos vinte e cinco anos de contribuição e acima de tudo, queremos respeito e cumprimento da Lei nº: 13.703/2018, conhecida como Lei do Piso Mínimo de Frete”, lista o presidente da Abrava. Interlocutores de Bolsonaro sondam nomes para o lugar de Paulo Guedes Em tese, os reajustes no preço do diesel são repostos aos caminhoneiros, com a revisão dos pisos mínimos do frete. Mas, desde 2018, os caminhoneiros se queixam de falta de fiscalização no cumprimento do piso mínimo de frete. A política de preços da Petrobras foi o principal motivador da histórica paralisação ocorrida naquele ano, durante o governo Michel Temer, quando o país entrou em colapso de abastecimento. Secretário do Ministério das Minas e Energia deixa o cargo após Bolsonaro anunciar auxílio a caminhoneiros
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22/10 - Bancos veem alta mais forte do juro na próxima semana e Selic acima de 10% em 2022
Onda de ajustes veio com a percepção de piora do cenário para as contas públicas – que impacta a inflação – após o governo pressionar por novos gastos para o novo Bolsa Família. Mais três grandes instituições financeiras revisaram para cima suas projeções para o aumento da Selic a ser promovido pelo Banco Central na próxima semana, agora com um acréscimo de pelo menos 125 pontos-base no radar após a forte rodada de piora no balanço de riscos à inflação depois da ameaça concreta de furo do teto de gastos. A onda de ajustes foi ditada pela percepção de piora do cenário para as contas públicas – que impacta a inflação – após o governo pressionar por uma aumento do Auxílio Brasil (novo Bolsa Família) em parte bancado com recursos fora do teto de gastos. Dólar tem alta e bolsa cai com tensão por contas públicas 'Licença' para furar teto por Auxílio Brasil faz dólar subir forte e bolsa cair; entenda AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa Auxílio Brasil vai atender brasileiros no Cadastro Único; saiba como se inscrever Assessores de Bolsonaro buscam nome para substituir Paulo Guedes O UBS BB foi o mais agressivo até o momento e passou a ver alta dos juros de 150 pontos-base nas duas últimas reuniões do Copom de 2021, ante 100 pontos-base para cada do cenário anterior. Com mais aperto contratado para o começo de 2022, a taxa básica de juros da economia concluiria o ano que vem em 10,25% nominal, maior patamar desde julho de 2017 e 825 pontos-base acima da mínima histórica de 2% que vigorou entre agosto de 2020 e março de 2021. A Selic está atualmente em 6,25%. "O que for preciso é, de fato, o que for preciso", disse o UBS BB em relatório, fazendo referência à fala recente do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que a autarquia fará o "que for preciso" para a ancoragem da inflação no médio e longo prazos. Ainda na quinta, o Morgan Stanley elevou a 125 pontos-base o prognóstico de aperto monetário na próxima reunião do Copom. Para a instituição financeira, "125 pontos-base agora são os novos 100 pontos-base" – referindo-se à indicação do BC de não antecipar aumentos de forma agressiva. Para o Morgan, contudo, agora ser mais duro na política monetária seria elevar os juros em 150 pontos-base – número precificado na curva de DI. O banco diz que vai monitorar quatro itens principais. Qualquer pista sobre a magnitude do ritmo da próxima reunião em dezembro estará no foco, assim como se os membros do Copom mencionarão explicitamente os riscos específicos do regime fiscal –decorrentes do possível enfraquecimento da principal âncora fiscal do Brasil –, em vez da menção mais moderada de riscos às contas públicas que normalmente incluem nas comunicações. Além disso, a atenção se volta também para as projeções de inflação do BC para o próximo ano com novas premissas de câmbio, juros e preços de energia, assim como para a deterioração de expectativas de inflação e indicadores centrais desde a reunião anterior. A magnitude de aumento de 125 pontos-base para a próxima semana agora é prevista também pelo Credit Suisse, que calcula ainda outra elevação de 125 pontos-base em dezembro e mais duas altas adicionais no começo de 2022 --a primeira de 100 pontos-base e a segunda de 75 pontos-base, levando a Selic a 10,5% ao fim do ano que vem. "Embora a decisão final (sobre o teto de gastos) ainda esteja para ser vista, em nossa opinião ambas as soluções (para o impasse) representam uma mudança no quadro fiscal do Brasil e uma piora dos fundamentos e vão exigir ação mais assertiva da política monetária para ancorar expectativas de inflação e reduzir o atual patamar de inflação para o centro da meta", disse o Credit Suisse em nota. Na véspera, outro grande banco estrangeiro, o JPMorgan, havia aumentado a 125 pontos-base sua projeção de adição da taxa Selic pelo Banco Central nas próximas duas reuniões do Copom, com o BC forçado a acelerar o ritmo de aperto monetário devido à deterioração do balanço de riscos para os preços.
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22/10 - Rombo nas contas externas é o menor em 14 anos até setembro; investimento direto sobe 16,5%
Informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Banco Central. Gastos de brasileiros no exterior subiram em setembro com reabertura das fronteiras, apesar do dólar alto. O rombo das contas externas do Brasil recuou no período janeiro a setembro deste ano e foi o menor registrado, para este período, nos últimos 14 anos, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos na economia do país avançaram 16,5% — mas ainda não retornaram ao patamar pré-pandemia. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Banco Central (BC). Segundo a instituição, o déficit das contas externas do Brasil também somou US$ 8,082 bilhões - na comparação com US$ 13,303 bilhões no mesmo período de 2020. Com isso, atingiu o menor patamar para os nove primeiros meses de um ano desde 2007 - quando foi registrado um superávit de US$ 2,869 bilhões. O resultado em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). De acordo com o BC, a melhora no rombo das contas externas na parcial de 2021 está relacionada com uma pequena melhora da balança comercial; com o déficit menor da conta de serviços, relacionado com a queda nos gastos com viagens de brasileiros ao exterior; e também com a redução nas remessas de lucros e dividendos por empresas para fora do país. Em um cenário de recessão por conta do coronavírus, o déficit das contas externas recuou 75% em 2020 e foi para US$ 12,517 bilhões. Para todo ano de 2021, a expectativa do Banco Central é de uma piora nas contas externas. A estimativa da instituição é de um saldo negativo de US$ 21 bilhões nas contas externas neste ano. Investimentos estrangeiros Os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 40,740 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, com alta de 16,5% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 34,975 bilhões), informou o BC. Segundo a instituição, porém, um patamar mais elevado de investimentos estrangeiros, registrado antes da pandemia da Covid-19, ainda não foi retomado (veja abaixo). O aumento dos investimentos acontece em um momento de recuperação da economia mundial, mas também com a perspectiva de taxas de juros maiores em outros países - com a alta da inflação disseminada pelo mundo. No fim de setembro, o BC baixou a estimativa para ingresso de investimentos diretos no país em 2021 caiu de US$ 60 bilhões para US$ 55 bilhões. Para 2022, o BC projeta entrada de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros no país. Gastos de brasileiros no exterior Segundo o Banco Central, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 474 milhões em setembro. Esse é o quarto mês seguido, após o início da pandemia da Covid-19, que essas despesas ficam acima da marca de US$ 400 milhões. O patamar de gastos em agosto deste ano é 57% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando somou US$ 301 milhões. Porém, ainda ficou abaixo do patamar de setembro de 2019, antes da pandemia, quando somou US$ 1,329 bilhão. O aumento de gastos de brasileiros no exterior acontece em meio à reabertura dos países para o turismo, com a redução do distanciamento — consequência da ampliação do processo de vacinação — e a um crescimento maior da economia brasileira. O crescimento, ainda modesto, também é registrado em um momento de nova disparada do dólar, por conta de tensões políticas relacionadas com o rompimento do teto de gastos público. Nesta sexta-feira (23), a moeda norte-americana atingiu R$ 5,71 e acumula uma alta de 10% no ano. Com a disparada do dólar, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. "Pode haver ainda uma maior reticência dos brasileiros para retomarem suas viagens internacionais, que também tem o efeito da taxa de câmbio, que é mais alta agora do que no ano passado. Isso pode reduzir a demanda por viagens, mas a gente tem visto um crescimento determinado pela redução dos efeitos da pandemia, causado pelo aumento da vacinação", disse Fernando Rocha, do BC. Apesar do aumento em agosto, na parcial dos nove primeiros meses deste ano ainda foi registrada queda nos gastos de brasileiros no exterior. Nesse período, as despesas lá fora somaram US$ 3,316 bilhões, contra US$ 4,411 bilhões no mesmo período do ano passado.
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22/10 - Bovespa fecha em queda mesmo com apoio de Bolsonaro a Paulo Guedes
Nesta sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,34%, a 106.296 pontos – o menor patamar desde 20 de novembro de 2020. Na semana, recuo foi de 7,28%, a maior desde início da pandemia no país, em março do ano passado. Ibovespa fecha pior semana desde março de 2020 em queda; dólar se ajusta em baixa O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta sexta-feira (22), apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter afirmado que tem "confiança absoluta" no ministro da Economia, Paulo Guedes, e que não fará "nenhuma aventura" na economia. O Ibovespa recuou 1,34%, a 106.296 pontos - é a menor pontuação desde 20 de novembro de 2020 (106.042 pontos). Na mínima do dia, a bolsa chegou a marcar 102.853 pontos. Veja mais cotações. Já o dólar recuou nesta sexta, após abrir o dia em forte alta. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram No acumulado da semana, a bolsa acumulou queda de 7,28, a maior desde início da pandemia no país, em março do ano passado, segundo a agência Reuters. Em outubro, já recuou 4,22%. No ano, o tombo é de 10,69%. LEIA TAMBÉM: 'Licença' para furar teto por Auxílio Brasil desagrada mercado; entenda Quatro secretários de Guedes pedem demissão após manobra para driblar teto de gastos Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 fala em 'licença' para furar teto de gastos Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família v Cenário Enquanto no exterior o sentimento foi de alívio, depois que a gigante incorporadora chinesa Evergrande conseguiu temporariamente evitar um calote, por aqui o clima foi de tensão renovada em relação às contas públicas. Na noite de quinta-feira, a comissão especial criada na Câmara para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios aprovou uma mudança no teto de gastos para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. O texto agora segue para o plenário. A proposta de furar o teto para bancar o programa social repercutiu negativamente no mercado, elevando os temores de piora do quadro fiscal e de descontrole dos gastos públicos para financiar medidas vistas como populistas. "Já estamos falando de um quadro inflacionário bastante preocupante e o gestor tem que perceber que está fazendo alguma coisa errada. Se a inflação no Brasil começou a subir antes de todo mundo e sobe mais forte, com o dólar descolado dado o cenário internacional, o gestor de política econômica tem que desconfiar. Então, é obvio que necessitava um maior cuidado na questão macroeconômica. Não é sair fazendo e a inflação é problema do BC. Tem erros sistemáticos cometidos", disse a economista Zeina Latif, em entrevista à GloboNews.. Veja vídeo abaixo: Zeina Latif: 'Tem erro de política econômica sendo cometido sistematicamente' Em meio ao retorno de ameaças de greve de caminhoneiros em razão da alta dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro também anunciou que o governo vai oferecer uma ajuda de R$ 400 a cerca de 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento do preço do diesel, sem informar de onde vai tirar os recursos nem a partir de quando o benefício será pago. Após a equipe econômica ter sido atropelada pela ala política do governo Bolsonaro na discussão sobre a fonte de financiamento do novo programa social do governo, quatro secretários do Ministério da Economia pediram demissão dos cargos nesta quinta-feira. Nesta sexta-feira, o presidente Bolsonaro afirmou tem "confiança absoluta" em Paulo Guedes e acrescentou que seu governo não fará "nenhuma aventura" na economia. A explosão da dívida pública e o risco de um descontrole da situação fiscal é apontado por analistas e investidores como um dos principais fatores de incerteza doméstica, podendo inclusive inviabilizar uma retomada sustentada da economia brasileira. "Tirar o teto de gasto e precatórios com limitações podem ser entendidos como abertura de porteira para mais gastos ineficientes, tendo em vista as próximas eleições polarizadas de 2022. Vamos perder a âncora, sem colocar nada no lugar", afirmou Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais. Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e para o Banco Central elevar a taxa básica de juros, atualmente em 6,25% ao ano. "Isso compromete a expansão do PIB em 2022. Para as classes de renda baixa, o efeito parece ser de dar com uma mão e tirar com a outra, considerando inflação ascendente e desemprego elevado", acrescentou Bandeira.
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22/10 - IBGE muda base de dados, e país registra alta no número de empresas em 2019, após cinco anos de queda
Ao longo do ano, foram 947 mil empresas abertas, e 656,4 mil fechadas, resultando em um saldo de 290,9 mil. Depois de cinco anos de saldo negativo, o Brasil voltou a registrar saldo positivo na abertura de empresas em 2019, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao longo do ano, foram 947 mil empresas abertas, e 656,4 mil fechadas, resultando em um saldo de 290,9 mil, o maior da série histórica divulgada pelo instituto. Saldo de criação de empresas Economia g1 O IBGE ressalta, no entanto, que parte deste saldo positivo pode estar relacionado ao fato de que, em 2019, a pesquisa, que tem como base o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), passou a incorporar também as informações do eSocial, num processo de substituição gradativa dos dados da RAIS. A pesquisa mostra que o maior saldo de empresas foi registrado nas Atividades profissionais científicas e técnicas (61.388 empresas) e de Saúde humana e serviços sociais (44.294 empresas). As 4,7 milhões de empresas ativas em 2019 tinham 5,2 milhões de unidades locais, das quais 50,5% estavam localizadas no Sudeste. Sobrevivência das empresas Do total de empresas ativas em 2019, 79,8% (3,7 milhões) eram sobreviventes e 20,2% (ou 947,3 mil) eram entrantes (que ingressaram em 2019 na lista de empresas ativas). A taxa de sobrevivência foi menor que a registrada em 2018, de 84,1%. A taxa de sobrevivência variou de acordo com o porte das empresas. Entre 2014 e 2019, as empresas que nasceram sem pessoal ocupado assalariado tiveram uma taxa de sobrevivência de 32,1%; as empresas com um a nove pessoas assalariadas tiveram taxa de 49,1% e aquelas com dez ou mais pessoas assalariadas alcançaram 64,5%. A pesquisa mostra ainda que, entre as unidades locais nascidas em 2009, apenas 22,9% seguiam ativas dez anos depois. Em 2014, após cinco anos do nascimento, menos da metade (41,6%) havia sobrevivido. Empreendedorismo Em 2019, o número de empresas de alto crescimento chegou a 25.011, com aumento de 10% frente a 2018. Essas empresas de alto crescimento representaram 1,1% das empresas com pessoal assalariado e 5,4% das empresas com dez ou mais pessoas ocupadas do país. Essas empresas ocuparam 3,3 milhões de pessoas assalariadas e pagaram R$ 94,6 bilhões em salários e outras remunerações, com um salário médio mensal de 2,5 salários mínimos. Entre as empresas ativas com pessoal ocupado assalariado, apenas 1,1% eram de alto crescimento, embora fossem responsáveis por 9,9% de todo o pessoal assalariado. A pesquisa mostra que o ritmo de expansão do número de empresas de alto crescimento se manteve: em 2018, o crescimento foi de 11,9% e, em 2019, o aumento foi de 10,0%, totalizando 25.011 empresas. Elas empregaram 3,3 milhões de pessoas e pagaram R$ 94,6 bilhões em salários e outras remunerações, com um salário médio mensal de 2,5 salários mínimos.
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22/10 - Veja quem são os técnicos da equipe montada por Guedes que já deixaram o governo
Com os quatros pedidos de demissão desta quinta-feira (21), baixas na equipe do ministro chegam a mais de dez nomes. Secretários se demitiram na quinta após governo manifestar intenção de mudar o teto de gastos. Com os pedidos de demissões de quatro secretários do Ministério da Economia nesta quinta-feira (21), as baixas na equipe montada pelo ministro Paulo Guedes desde o início do governo já chegam a mais de dez nomes. Os quatro que se demitiram nesta quinta - Bruno Funchal (Tesouro e Orçamento), Jeferson Bittencourt (Tesouro Nacional), Gildenora Dantas (secretária especial adjunta de Tesouro e Orçamento), Rafael Araujo (secretário-adjunto do Tesouro Nacional) - alegaram motivos pessoais. A saída dos quatro coincide com o momento em que o governo busca alterar regras fiscais para aumentar o valor do novo Bolsa Família, chamado de Auxílio Brasil. Em nova debandada, secretários do Tesouro e Orçamento de Guedes pedem demissão Veja as principais baixas até aqui na equipe de Guedes: Joaquim Levy, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi escolha pessoal de Guedes para o BNDES; considerado um nome bem avaliado pelo mercado em junho de 2019, Bolsonaro disse a jornalistas que Levy estava com 'a cabeça a prêmio'. Isso porque o presidente queria que Levy demitisse o então diretor de Mercado de Capitais do BNDES. um dia depois da declaração de Bolsonaro, Levy pediu demissão Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal começou o governo Bolsonaro, em janeiro de 2019, como secretário da Receita foi demitido em setembro de 2019 a demissão ocorreu um dia depois de o então secretário-adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, falar na criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF. A declaração desagradou ao Palácio do Planalto Marcos Troyjo, ex-secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais integrante original da equipe montada por Guedes saiu em maio de 2020, para assumir a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro já era secretário do Tesouro Nacional no fim da gestão do governo Michel Temer pediu para sair em junho de 2020 Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil foi anunciado no cargo ainda em 2018, durante a transição de governo. A indicação dele foi feita por Guedes pediu para deixar o BB em julho de 2020 informações de bastidores à época davam conta de que Novaes saiu ao perceber que o banco não seria privatizado Caio Megale, ex-secretaria de Fazenda integrante da equipe original montada por Guedes pediu demissão em julho de 2020 Salim Mattar, secretário especial de Desestatização outro integrante da equipe original pediu para sair em agosto de 2020 Paulo Uebel, ex-secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital anunciou a saída no mesmo dia de Mattar, em agosto de 2020 de acordo com informações de bastidores na época, saiu por insatisfação com o andamento da reforma administrativa Wagner Lenhart, secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal também participou da elaboração da proposta da reforma administrativa deixou o cargo em março de 2021 André Brandão, ex-presidente do Banco do Brasil assumiu em setembro de 2020, por indicação do Ministério da Economia pediu demissão em março de 2021 em janeiro de 2021, Bolsonaro demonstrou insatisfação com anúncio do Banco do Brasil de fechar agências pelo país e abrir dois Programas de Demissão Voluntária Waldery Rodrigues, ex-secretário de Fazenda era da equipe original de Guedes deixou o cargo em maio de 2021, em meio a desentendimentos entre o governo e o Congresso Nacional em torno do Orçamento da União de 2021. Bruno Funchal, ex-secretário de Tesouro e Orçamento estava no Ministério da Economia desde janeiro de 2019 começou como diretor de programas e, após pedido de demissão de Mansueto Almeida em junho de 2020, foi promovido ao cargo de secretário do Tesouro. Depois, em maio de 2021, assumiu o cargo de secretário especial de Fazenda - posteriormente transformado em Secretário Especial de Tesouro e Orçamento. pediu demissão em outubro de 2021 VÍDEOS: veja mais notícias de política
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22/10 - Imposto de Renda: Receita abre nesta sexta-feira consultas a lote residual de restituições
Restituição será paga a quem caiu na malha fina na declaração nos últimos anos e regularizou situação. Depósito será em 29 de outubro; 292,7 mil contribuintes receberão valores. A Receita Federal informou que abre nesta sexta-feira (22) as consultas a um lote residual de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física 2021, referente ao ano-base 2020, e também relativa a anos anteriores. Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas depois regularizaram as pendências. As consultas podem ser feitas: na página da Receita na internet; pelo aplicativo para tablets e smartphones. Ao todo, 292.752 contribuintes receberão R$ 448 milhões em 29 de outubro, de acordo com a Receita. Desses, R$ 169,234 milhões referem-se a contribuintes com prioridade no recebimento dos valores (idosos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério). Malha fina Em setembro, a Receita Federal informou que quase 870 mil contribuintes caíram na malha fina do Imposto de Renda 2021. A Receita informou os principais motivos de retenção na malha: 41,4% - omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual (de titulares e dependentes declarados); 30,9% - deduções da base de cálculo (principal motivo de dedução - despesas médicas); 20,0% - divergências no valor de IRRF entre o que consta em Dirf e o que foi declarado pela pessoa física; 7,7% motivados por deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados, e divergência de informação sobre pagamento de carnê-leão e/ou imposto complementar. Para saber se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. Veja o passo a passo do extrato do IR Após verificar quais inconsistências foram encontradas pela Receita Federal na declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora. Quando a situação for resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, a restituição será incluída nos lotes residuais do Imposto de Renda.
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22/10 - Dólar recua 0,65% nesta sexta, mas termina semana com avanço superior a 3%
Nesta sexta-feira (22), a moeda dos EUA recuou 0,65% e fechou a R$ 5,6282. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar fechou em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,6282, nesta sexta-feira (21), com garantias do ministro da Economia, Paulo Guedes de que não deixará o cargo amenizando temores de descontrole total da situação das contas públicas. No acumulado da semana, o avanço foi de 3,22%. Em coletiva nesta sexta (22), o ministro afirmou que alterações no teto de gastos não vão abalar os fundamentos fiscais da economia do país. Ele fez a afirmação em meio à reação negativa do mercado às medidas que farão o governo "furar" o teto de gastos e afrouxar as regras fiscais como forma de financiar o novo programa social Auxílio Brasil no ano eleitoral de 2022. Auxílio Brasil: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Apesar do recuo registrado nesta sexta, a moeda norte-americana acumula alta de 3,35% no mês e de 8,50% no ano. Veja mais cotações. Nesta sessão, o Banco Central não anunciou ofertas líquidas de dólar para esta sessão. Já a Bovespa reduziu perdas no fim do dia, mas terminou em queda de 1,34%, a 106.296 pontos. Foi a menor pontuação desde 20 de novembro de 2020. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram LEIA MAIS Na Câmara, comissão aprova manobra para driblar teto de gastos Bolsonaro ironiza reação negativa na bolsa: 'Mercado fica nervosinho' 'Licença' para furar teto por Auxílio Brasil desagrada mercado; entenda Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Furo do teto de gastos Na noite desta quinta-feira, a comissão especial criada na Câmara para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios aprovou uma mudança no teto de gastos para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. O texto agora segue para o plenário. A proposta de furar o teto para bancar o programa social repercutiu negativamente no mercado, elevando os temores de piora do quadro fiscal e de descontrole dos gastos públicos para financiar medidas vistas como populistas. "Já estamos falando de um quadro inflacionário bastante preocupante e o gestor tem que perceber que está fazendo alguma coisa errada. Se a inflação no Brasil começou a subir antes de todo mundo e sobe mais forte, com o dólar descolado dado o cenário internacional, o gestor de política econômica tem que desconfiar. Então, é obvio que necessitava um maior cuidado na questão macroeconômica. Não é sair fazendo e a inflação é problema do BC. Tem erros sistemáticos cometidos", disse a economista Zeina Latif, em entrevista à GloboNews. Veja vídeo abaixo: Economista sobre teto de gastos: 'Não entendo o silêncio do Tribunal de Contas da União' Em meio ao retorno de ameaças de greve de caminhoneiros em razão da alta dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro também anunciou que o governo vai oferecer uma ajuda de R$ 400 a cerca de 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento do preço do diesel, sem informar de onde vai tirar os recursos nem a partir de quando o benefício será pago. Após a equipe econômica ter sido atropelada pela ala política do governo Bolsonaro na discussão sobre a fonte de financiamento do novo programa social do governo, quatro secretários do Ministério da Economia pediram demissão dos cargos nesta quinta-feira. A explosão da dívida pública e o risco de um descontrole da situação fiscal é apontado por analistas e investidores como um dos principais fatores de incerteza doméstica, podendo inclusive inviabilizar uma retomada sustentada da economia brasileira. "Tirar o teto de gasto e precatórios com limitações podem ser entendidos como abertura de porteira para mais gastos ineficientes, tendo em vista as próximas eleições polarizadas de 2022. Vamos perder a âncora, sem colocar nada no lugar", afirmou Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais. Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e para o Banco Central elevar a taxa básica de juros, atualmente em 6,25% ao ano. "Isso compromete a expansão do PIB em 2022. Para as classes de renda baixa, o efeito parece ser de dar com uma mão e tirar com a outra, considerando inflação ascendente e desemprego elevado", acrescentou Bandeira. Comissão aprova PEC dos Precatórios com mudança no teto de gastos para viabilizar Auxílio Brasil Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar
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22/10 - O remoto lugar nos EUA que vive boom com alta dos preços do petróleo no mundo
Para muitos, foi um novo renascimento semelhante ao que a região experimentou há mais de uma década, quando a perfuração de xisto começou a tornar o mercado de energia dos EUA autossuficiente. Em uma vasta área remota entre os Estados do Novo México e do Texas, devastada por frequentes tempestades de areia, com o pôr do sol avermelhado e o calor sufocante do deserto, está a maior reserva natural de energia dos Estados Unidos e uma das maiores do planeta. Foi graças à sua exploração que os EUA conseguiram se tornar o maior produtor de petróleo do mundo. No entanto, a Bacia do Permiano, uma área de 220 mil quilômetros quadrados no sudoeste da América do Norte, estava passando recentemente por um crepúsculo inesperado. No ano passado, a pandemia do coronavírus fez despencar os preços do mercado de energia e os esforços de extração caíram drasticamente. Arrecadação com royalties do petróleo bate recorde e pode ter aumento de mais de R$ 37 bilhões em 2021 Por que o preço do petróleo está disparando no mundo todo? Reservas de petróleo bruto que fizeram com que o Texas vivesse um boom econômico ao longo do século 20 Getty Images via BBC Agora, com um barril de petróleo girando em torno de US$ 80 (cerca de R$ 450), em tendência de alta, a Bacia vive o que a mídia dos Estados Unidos descreveu como um novo "boom", a tal ponto que várias empresas de análise setorial acreditam que ele retornará aos níveis da produção pré-pandêmica nas próximas semanas. "Há um ano e meio, tudo estava no chão. Agora, o trânsito intenso de sempre nas estradas mostra que há trabalho de novo", disse à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Fernando Acosta, motorista cubano que trabalha na Bacia do Permiano dirigindo um caminhão-tanque. Preço do petróleo no mercado internacional atinge maior patamar dos últimos três anos O novo boom foi impulsionado principalmente por empresas privadas menores, já que grandes empresas como a Shell venderam seus terrenos, um sinal que os especialistas veem como indicativo dos altos preços pelos quais essas terras agora podem ser vendidas. Para muitos, foi um novo renascimento semelhante ao que a região experimentou há mais de uma década, quando a perfuração de xisto começou a tornar o mercado de energia dos EUA autossuficiente. A Bacia do Permiano A Bacia do Permiano tem esse nome porque é composta por um dos depósitos de rocha mais grossos do mundo desde o período geológico do Permiano (começou há cerca de 299 milhões de anos e terminou há cerca de 251 milhões de anos). Há muito tempo, um vasto mar pré-histórico depositou ali material orgânico rico ao longo de milhões de anos para formar não apenas uma das estruturas de hidrocarbonetos mais densas do mundo, mas também grandes reservas de sais de potássio, sal-gema e outros minerais. Mas foram as reservas de petróleo bruto que fizeram com que o Texas vivesse um boom econômico ao longo do século 20.Os poços tradicionais, porém, amadureceram e, no final do século a Bacia passou por mais um período de crise. Segundo o professor Jorge Piñón, especialista em questões energéticas da Universidade do Texas (EUA), havia reservas de energia em outras formas. "Formações geológicas não convencionais (como é chamada a categoria de formações geológicas chamadas xistos, xisto, xisto betuminoso) é o petróleo que se encontra dentro de fissuras dentro da rocha e a única maneira de extraí-lo é fraturando a rocha. É preciso quebrar a rocha e extraia esse líquido", explica à BBC News Mundo. Segundo o pesquisador, esses tipos de formações geológicas são conhecidas há séculos, mas havia dois problemas: o preço do petróleo não era alto o suficiente para justificar a lucratividade da exploração dessas formações e não havia as tecnologias adequadas para sua exploração. No entanto, no início dos anos 2000 os preços do petróleo dispararam e muitas grandes empresas viram as formações geológicas não convencionais como uma nova forma de produzir petróleo e gás natural. Novas técnicas foram implantadas, como o fracking (fraturamento), com o qual a rocha é fraturada com água pressurizada para a extração dos combustíveis. A própria composição geológica do terreno também permitiu a extração de óleo de xisto com a perfuração de um único poço. A nova fórmula que transformou a antiga área tradicional de exploração de petróleo, no entanto, é bastante polêmica. Há anos organizações ambientais denunciam a enorme poluição que ocorre na bacia e a grande quantidade de água necessária para o fraturamento, embora a técnica tenha melhorado. Tráfego intenso na Bacia do Permiano aponta retomada do setor petroleiro para os níveis pré-pandemia Getty Images via BBC Em 2018, o U.S. Geological Survey estimou que a Bacia do Delaware, no oeste do Texas e no sul do Novo México, tem potencial para produzir 46,3 bilhões de barris de petróleo e cerca de 281 trilhões de pés cúbicos de gás natural. Atualmente, mais de 70% da produção de petróleo nos Estados Unidos saem de poços não convencionais e quase 40% desse total são extraídos da Bacia do Permiano (de onde sai também mais 15% do gás natural produzido no país), segundo dados do Federal Reserve Bank de Dallas. O sucesso dos EUA Segundo Piñón, embora outros países também possuam formações rochosas não convencionais que permitiriam uma maior produção de energia, os EUA e a Bacia do Permian atingiram um alto patamar de produção por um fator sociopolítico que vai além dos mesmos recursos energéticos. "Em última análise, o que tem permitido esse desenvolvimento da produção é que os EUA são provavelmente o único lugar do mundo, com poucas exceções, onde os direitos minerais pertencem aos donos das terras e não ao Estado", afirma. Isso, segundo Piñón, "facilitou as coisas", destravou a burocracia e tornou os processos de produção mais eficazes. Mas a exploração da Bacia gerou muita controvérsia e críticas. Por ser um dos maiores campos de exploração de petróleo do mundo, também é um dos mais poluentes. Segundo relatórios de órgãos ambientais, os níveis de metano expelido da região para a atmosfera também voltaram aos níveis pré-pandêmicos, um dos mais altos do mundo. Dados da ONG Fundo de Defesa Ambiental indicam que cerca de 1,4 milhão de toneladas métricas de metano saem da Bacia a cada ano, gás suficiente para atender quase 2 milhões de residências. Isso, segundo o relatório, implica que seu dano ambiental triplique o impacto da queima do gás ali produzido em um período de 20 anos. E embora os métodos de reciclagem da água injetada na rocha com fracking tenham sido aprimorados, grupos ambientalistas alertam que essa técnica contamina o lençol freático com produtos químicos, o que pode afetar muitas comunidades da região Oeste dos EUA. Bacia do Permiano é rica em minerais valiosos no mercado internacional Getty Images via BBC Além disso, vários dos locais com poços são considerados territórios sagrados por tribos indígenas americanas, que viram milhares de pessoas chegarem ao longo dos anos às proximidades de suas reservas para trabalhar na indústria do petróleo. Eles não são os únicos. A chegada de numerosos trabalhadores à área também impactou muitas comunidades locais, que têm um número limitado de hospitais ou infraestruturas para acomodar um número crescente de habitantes. Tudo isso fez do futuro da Bacia do Permiano uma dor de cabeça para as autoridades locais e federais. E mais durante o atual governo, que defende a implementação de regras ambientais mais duras. No entanto, especialistas como Piñón estimam que, para além da regulamentação, será difícil acabar com a produção da Bacia, apesar das mudanças num futuro próximo que muitos já preveem para o setor energético. "A descarbonização do setor de energia não tem fim. Esse trem já partiu. Mas isso não significa que o petróleo vai desaparecer, não importa quantos Teslas ou outros carros elétricos sejam vendidos: 25% do petróleo que é produzido atualmente vai para a indústria petroquímica", afirma. "As empresas já estão voltando para a Bacia do Permiano, e isso é um sinal de que elas enxergam um futuro ali pelo menos nos próximos 10 a 30 anos", afirma.
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22/10 - Quase 20 empresas abrem vagas de emprego, estágio e trainee; veja lista
Via, Mercado Livre, Gi Group Brasil, B2W Digital, BP Bunge Bioenergia, Otis Brasil, AMcom, Alcoa, Nexa Resources, CTG Brasil, SmartLoad, CondoConta, Umatch, Cubos Academy, Linus, Grupo Oscar, Leadster e M2 Center são as empresas com seleções abertas. As empresas Via, Mercado Livre, Gi Group Brasil, B2W Digital, BP Bunge Bioenergia, Otis Brasil, AMcom, Alcoa, Nexa Resources, CTG Brasil, SmartLoad, CondoConta, Umatch, Cubos Academy, Linus, Grupo Oscar, Leadster e M2 Center estão com vagas de emprego, estágio e trainee abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos. Via A Via, dona das marcas Casas Bahia, Ponto e Extra.com.br, está com 1.220 vagas temporárias em seus Centros de Distribuição para atender à demanda gerada pela Black Friday e Natal. Do total, 371 são no estado de São Paulo. As oportunidades são para operador de paleteira, ajudante interno, motorista de empilhadeira, assistente administrativo logística, aprendiz, assistente de manutenção, auxiliar administrativo, inspetor de mercadoria e operador de central de atendimento. Para motorista de empilhadeira, conferente e paleteiro é necessária experiência anterior, CNH e curso. As demais funções não requerem experiência. As inscrições são pelo site https://viavarejo.gupy.io/ Mercado Livre O Mercado Livre abriu 150 vagas temporárias para a função de representante de envios, no município de Extrema (MG). Para se candidatar é necessário ter ensino médio completo. Ter disponibilidade de horário será um diferencial. Inscrições no link Gi Group Brasil A Gi Group, em parceria com empresa de grande porte no segmento de logística, abriu 30 vagas temporárias para auxiliares de operações em Ipatinga (MG). Entre os requisitos estão ensino médio completo e experiência com movimentação de mercadoria e estoque. Os principais benefícios são vale-transporte e vale-refeição. Inscrição no link B2W Digital A B2W Digital está com 15 vagas temporárias para operador de empilhadeira para o Distrito Federal. Para se candidatar é obrigatório ter ensino médio completo e curso de operador de empilhadeira. Inscrição no link. BP Bunge Bioenergia A BP Bunge Bioenergia abriu inscrições para a edição 2022 do Programa Trainees e do Programa Jovens Engenheiros. Podem participar do programa de trainee universitários formados entre dezembro de 2018 e julho de 2021 nos cursos de Economia, Administração de Empresas, Ciências da Computação, Ciências Contábeis e nas Engenharias de Produção, Produção Mecânica, Agronômica, Agrícola, Alimentos, Química, Mecatrônica, Elétrica e Mecânica, entre outras. É necessário que os candidatos tenham disponibilidade para mudança para qualquer localidade do país. Para a vaga na área comercial, o inglês fluente é imprescindível. As inscrições podem ser realizadas até 7 de novembro pelo endereço https://traineebpbunge.across.jobs/ . O Programa Jovens Engenheiros é destinado a profissionais das áreas de Engenharias de Produção, Produção Mecânica, Agronômica, Agrícola, Alimentos, Química, Mecatrônica, Elétrica e Mecânica. Os candidatos devem ser engenheiros com três a cinco anos de formação e vivência no setor sucroenergético ou nas operações de grandes indústrias. Eles precisam ter disponibilidade para mudança para as regiões onde as unidades da BP Bunge estão localizadas. As inscrições podem ser realizadas pelo endereço https://jebpbunge.across.jobs/ até 15 de novembro. Otis Brasil A Otis Brasil abriu 51 vagas de estágio técnico. Estão disponíveis 21 vagas em São Paulo, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Grande ABC, Santos, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Londrina; 18 vagas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória e Niterói; e 12 vagas para Brasília, Goiânia, Salvador, Recife, Fortaleza, João Pessoa, Natal e Manaus. Os candidatos devem estar matriculados nos cursos técnicos de elétrica, eletrônica, eletrotécnica, eletroeletrônica, mecatrônica, automação e mecânica. O programa treinará os estagiários por 10 meses, com capacitação teórica e prática sobre o funcionamento dos elevadores. Posteriormente, passarão por avaliação para possível contratação como técnicos e técnicas da empresa. As inscrições vão até 30 de dezembro pelo link https://portal.ciee.org.br/empresas/otis-programa-rota-escola. AMcom A AMcom está com 40 vagas para áreas como Analista de Projetos, Arquiteto de Software Java, Desenvolvedor ( a ) PL/Sql, Gerente de Projetos , Desenvolvedor(a) .NET FullStack Pleno, e outros. O trabalho será, inicialmente, remoto, mas com possibilidade do modelo híbrido, conforme preferência do colaborador. Inscrições podem ser feitas por meio do site https://amcom.gupy.io/ Alcoa A Alcoa abriu o Programa de Estágio e Trainee 2022, com 70 vagas em Juriti (PA), São Luís (MA), Poços de Calda (MG) e São Paulo (SP). Para participar do processo de estágio, os candidatos precisam ter formação prevista até dezembro de 2024. Já para as vagas de trainee, é preciso ter experiência anterior e até 4 anos de formação é essencial. Entre os benefícios estão seguro de vida, plano de saúde, fretado ou vale transporte, refeitório ou vale refeição e curso de idioma. Inscrição até 10/01 (estágio) e 05/12 (trainee) pelo site https://www.ciadeestagios.com.br/vagas/alcoa/ Nexa Resources A Nexa Resources abriu o Programa de Estágio de 2022, com 55 vagas destinadas a estudantes com formação prevista entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. Veja os cursos: Técnicos: Técnicos em Mineração, Técnico em Mecânica e Técnico Eletromecânica, Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Química, Técnico em Metalurgia, Técnico em Farmácia, Técnico de Laboratório, Técnico em Qualidade. Superior: Administração, Engenharias, Economia, Ciências Contábeis, Logística, Ciências Sociais, Serviço Social, Sociologia, Psicologia, Comércio Exterior, Relações Internacionais, Ciência da computação, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas, Marketing, e Publicidade e Propaganda, Arquitetura, Tecnologia da Informação. As vagas são para Juiz de Fora (MG), Três Marias (MG), Vazante (MG), Paracatu (MG), Belo Horizonte (MG), Aripuanã (MT) e São Paulo (SP). As inscrições vão até 5 de novembro através do link: https://estagiosnexa.gupy.io/ CTG Brasil A CTG Brasil abriu o Programa de Estágio 2022 com 16 vagas em São Paulo e Chavantes (SP). Podem se inscrever estudantes que estejam cursando graduação em Engenharias Elétrica, Civil, Mecânica, Ambiental/Florestal, da Computação, e de Energia; Meteorologia/Ciências Atmosféricas; Matemática; Física; Economia; Administração de Empresas; Ciências da Computação; Tecnologia e Segurança da Informação; Direito; Biologia; Geografia; Agronomia; Psicologia e Pedagogia. Para participar, é necessário que os estudantes tenham previsão de conclusão do curso para dezembro de 2023 ou dezembro de 2024, e idade a partir de 18 anos. É desejável conhecimento do pacote Office e inglês (não eliminatório). As inscrições vão até 21 de novembro no link https://ctg.across.jobs/. SmartLoad A Smartload busca Desenvolvedor Web, WebDesigner UX/UI e Dev Machine Learning. Todas as oportunidades são para trabalho remoto e exigem graduação na área de tecnologia da informação, com no mínimo quatro anos de experiência após o término da graduação e com diferentes atuações. Inscrições no link: https://www.linkedin.com/company/smartloadapp/jobs/ CondoConta O CondoConta abriu 20 vagas para Desenvolvedor Front End Senior (Web. React / Node.js), Desenvolvedor Frontend Senior (Flutter), UI/UX Designer e Product Owner. Inscrições no e-mail: talentos@condoconta.com.br. Umatch A Umatch abriu 3 vagas para Head de Marketing e pessoas desenvolvedoras sênior para atuar com a linguagem NodeJS. E-mail para envio do currículo: contato@umatch.com.br. Cubos Academy A Cubos Academy tem 5 vagas abertas, 4 delas para professores/instrutores de cursos de tecnologia, incluindo programação, e outra para Analista Comercial. A escola prioriza PCDs, mulheres, pessoas negras, indígenas ou quilombolas para as vagas e não exige dos candidatos nenhum título acadêmico. Para inscrições, acesse https://cubos.gupy.io/ Linus A Linus tem duas vagas abertas para Experiência Offline (atuação em loja) e Estágio em Logística. Interessados podem enviar e-mail para vagas@uselinus.com.br Grupo Oscar O Grupo Oscar tem 28 vagas abertas para atuação home office ou presencial em São José dos Campos/SP. Entre as vagas estão Programador Java Pleno, Programador C# Pleno, Assistente de Atendimento, Visual Merchandising, Vendedor, Product Manager e Estágio. Para inscrições, acesse: https://grupooscar.solides.jobs/ Leadster A Leadster tem 2 vagas abertas para Desenvolvedor Full Stack e Inside Sales. Para inscrições, acesse: https://www.linkedin.com/company/leadster-platform/jobs/ M2 Center A M2 Center tem uma vaga aberta para Desenvolvedor Back End em trabalho remoto. Para se inscrever, acesse: https://www.linkedin.com/company/m2-center/jobs/
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22/10 - Confira as 618 vagas de emprego ofertadas através da Agência do Trabalho em 23 municípios de Pernambuco nesta sexta-feira
Lavador de carros, atendente de lojas e supervisor de andar estão entre oportunidades disponíveis. Salários informados chegam a R$ 4 mil. Oportunidades desta sexta-feira (22) foram disponibilizadas em 23 municípios do estado Letícia Queiroz/g1 O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) oferece 618 vagas de emprego em 23 municípios do estado, nesta sexta-feira (22). Os interessados devem se candidatar às oportunidades através das Agências do Trabalho. Confira todos os concursos abertos Seleção em Sirinhaém reúne 353 vagas Recife faz seleção para contratar 500 professores Polidor de automóveis, supervisor comercial, pasteleiro, pedreiro, mecânico de motor a diesel, marceneiro, gerente de restaurante, consultor e ciclista de carga estão entre os postos de trabalho ofertados nos municípios (confira lista completa mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (238) e em Araripina (27), Arcoverde (5), Belo Jardim (5), Bezerros (4), Cabo de Santo Agostinho (74), Camaragibe (4), Caruaru (43), Garanhuns (3), Goiana (13), Igarassu (6), Ipojuca (114), Nazaré da Mata (8), Palmares (4), Paudalho (10), Paulista (6), Pesqueira (7), Petrolina (9), Salgueiro (2), Santa Cruz do Capibaribe (18), São Lourenço da Mata (1), Serra Talhada (6) e Vitória de Santo Antão (11). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq-PE. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias
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22/10 - Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta sexta-feira (22)
Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho; emprego; trabalho; desemprego Letícia Queiroz/G1 Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (2) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE
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22/10 - Combustível em alta: 'inflação do motorista' dispara e é a maior em 21 anos
Levantamento do Ibre/FGV mostra que a alta dos preços para esse grupo alcançou 18,46% em outubro no acumulado de 12 meses. Gasolina, Gás Natural Veicular (GNV) e etanol são os principais vilões. Inflação do motorista dispara e alcança maior patamar desde 2000 Marcelo Brandt / G1 Com o preço da gasolina, do gás natural (GNV) e do etanol em alta, a inflação para o motorista no Brasil disparou e já chega a 18,46% no acumulado em 12 meses até outubro, segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). É a maior inflação para esse grupo desde 2000. Esse aumento passou a consumir boa parte do orçamento dos brasileiros nos últimos meses. A alta também provocou uma enxurrada de reclamações de motoristas de aplicativo, que viram a renda do trabalho diminuir – as principais empresas do setor até anunciaram um aumento no repasse no valor da corrida para os trabalhadores. LEIA TAMBÉM: Gasolina nas alturas: até quando o preço do combustível vai subir? ' Se aumentar mais, profissão acaba': alta dos combustíveis já levou 25% dos motoristas de apps a desistir Preço dos combustíveis aperta lucro de motoristas de app e motoboys – que escolhem corridas e pensam em largar a profissão Sem dizer de onde tirará os recursos, Bolsonaro promete ajuda a 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar aumento do diesel Uma comparação com os índices que medem a inflação cheia para o consumidor reforça como a alta de preços tem sido mais expressiva para o motorista: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – calculado pelo IBGE – acumula alta de 10,25% até setembro; e O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – apurado pela FGV – subiu 9,57% nos 12 meses até outubro. Para calcular a 'inflação do motorista', o Ibre levou em conta uma série de itens, além da variação do combustível. No cálculo, estão preço do automóvel novo e usado, gasto com peças e acessórios, seguro, entre outros. Veja abaixo como ficou o índice: "A gasolina, o GNV (Gás Natural Veicular) e o etanol têm sido o principal vilão", afirma Matheus Peçanha, pesquisador do Ibre a autor do levantamento. "A gasolina e o GNV têm sido prejudicados pelo barril de petróleo, que tem subido de preço por causa da política da Opep, de reduzir a produção. E há o impacto do câmbio porque a Petrobras reajusta os seus preços com base nessas duas variáveis", acrescenta Peçanha. IPCA tem alta de 1,16% em setembro e atinge 10,25% em 12 meses Já o preço do etanol acumula uma alta expressiva por causa da crise climática, que prejudicou a produção de cana de açúcar. Inflação do motorista Economia g1 O motorista sofre ainda com o desarranjo das cadeias de produção por causa da pandemia. A combinação entre a interrupção das fábricas e a retomada econômica acelerada de boa parte dos países provocou uma escassez de chips no mundo todo e, consequentemente, de peças, o que fez com que várias montadoras fossem obrigadas a interromper a produção de automóveis. Com falta de peças, Volkswagen vai suspender contratos temporariamente a partir de novembro Com esse descompasso, houve uma queda na oferta de veículos novos e, consequentemente, um aumento na procura por carros usados. O resultado foi uma alta de preços generalizada. "Na esteira provocada pela falta de peças e não ter carro novo para vender, houve uma demanda maior por carro usado", diz Peçanha. "E essa demanda maior elevou o preço do carro usado. Toda essa conjuntura gerou uma inflação monstruosa ao motorista." Nas ruas, perda de renda Nas ruas, os brasileiros que trabalham como motoristas sentem na veia a alta da inflação e amargam grandes perdas na renda. Desde 2016 trabalhando como taxista, Yago Costa, de 28 anos, diz que 50% do seu faturamento "fica na rua por causa de gastos com refeição e combustível". Uma parte do que sobra vai para gastos relacionados ao trabalho, como seguro ou uma eventual manutenção do veículo. "Não está sobrando quase nada, para falar a verdade." Yago Costa, de 28 anos, trabalha como taxista desde 2016 Acervo pessoal Com uma renda tão reduzida, Yago teve de cortar lazer e trocou a carne pelo frango. "Hoje, sair é muito raro. Saímos uma vez no mês e olhe lá", diz o motorista, que mora com a esposa e um filho. "E mudamos até mesmo a alimentação: quando a carne está cara, você vai no frango. É assim que vamos tentando driblar a inflação e a crise." A história de Valter Bernardo da Silva, 44 anos, segue o mesmo roteiro. Ele é taxista há 16 anos e, com a queda na renda, passou a trabalhar com aplicativos para aumentar o seu ganho. "A minha renda hoje é praticamente 50% do que ganhava há uns quatro anos", diz Valter. "Antes dos aplicativos era uma coisa; depois dos aplicativos é outra coisa. E, agora, com esse aumento sem controle dos combustíveis é, de novo, outra coisa." Valter passou a trabalhar com aplicativos de táxi para aumentar a renda Acervo pessoal Agora, Valter tenta equilibrar a renda trabalhando para aplicativos. "As corridas de táxi diminuíram bastante e não adianta ficar reclamando, procurando culpado porque a situação do Brasil não é fácil", afirma. "O que eu preciso fazer é achar uma saída, uma solução para o meu problema. E é isso que tento fazer ao trabalhar com os demais aplicativos. Vou equilibrando a minha renda e consigo sobreviver, não como antigamente, mas consigo pagar as contas." E o que esperar do futuro? Na avaliação do pesquisador do Ibre, no ano que vem, o preço da gasolina deve seguir pressionado porque não indicativo de que a Opep decida aumentar a produção para dar conta da demanda, o que poderia levar a uma queda na cotação do barril do petróleo. O preço dos combustíveis também pode ser pressionado por causa do câmbio. Em 2022, o Brasil vai eleger um novo presidente, e anos eleitorais costumam ser de bastante turbulência no mercado financeiro. "Em 2022, a gente pode continuar com petróleo e câmbio pressionados, e aí a gasolina vai seguir cara”, afirma Peçanha. "Mas o problema climático, que estava impactando o etanol, já tem melhorado. Então, os preços da cana e, consequentemente, do etanol podem voltar para a normalidade." Por fim, o economista ainda avalia que as cadeias de produção devem se normalizar, evitando uma nova alta no preço dos automóveis. "A questão das peças parece que já foi solucionada. Os insumos para a produção de carro novo mais baratos podem trazer o preço do automóvel novo para a normalidade. E isso também pode sanar a demanda pelo automóvel usado", diz Peçanha.
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22/10 - O Assunto #564: A implosão do teto e da equipe econômica
O governo rasgou o que restava de sua fantasia de responsabilidade fiscal ao executar manobra que abrirá espaço de R$ 83 bilhões no Orçamento de 2022. Na prática, isso rompe o limite de gastos introduzido na Constituição em 2016. Parte desse dinheiro será usada para bancar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família que Jair Bolsonaro pretende usar como ativo na campanha do ano que vem. E parte é cobiçada pelo Congresso na forma de mais emendas. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. O governo rasgou o que restava de sua fantasia de responsabilidade fiscal ao executar manobra que abrirá espaço de R$ 83 bilhões no Orçamento de 2022. Na prática, isso rompe o limite de gastos introduzido na Constituição em 2016. Parte desse dinheiro será usada para bancar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família que Jair Bolsonaro pretende usar como ativo na campanha do ano que vem. E parte é cobiçada pelo Congresso na forma de mais emendas. Neste episódio, o professor João Villaverde, da FGV, explica a gambiarra e suas consequências de longo prazo -entre as imediatas está a debandada de vários secretários do ministro Paulo Guedes, além de novo tombo da Bolsa e empinada do dólar. Autor do livro “Perigosas Pedaladas”, sobre a contabilidade criativa que precipitou a ruína do governo de Dilma Rousseff, João descreve a "esculhambação institucional" do atual momento. Ela está em tantas áreas que “você não sabe nem para onde olhar: Orçamento secreto, precatórios, caminhoneiros”, lista ele na conversa com Renata Lo Prete. Participa também a economista Tereza Campelo, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2011-2016), para lembrar que a discussão sobre o Auxílio Brasil não pode ser apenas fiscal. Ela considera no mínimo impreciso tratá-lo como um Bolsa Família “rebatizado”, porque são dois programas muito diferentes. Este, "simples e muito claro em seus objetivos", acaba de completar 18 anos, tendo gerado impactos positivos "generalizados" e mundialmente reconhecidos. O novo é uma “árvore de Natal” da qual pouco se sabe, repleto de condicionantes e diferenciações que acabam por "excluir pessoas". Fora as incertezas sobre o valor do benefício para além do ano eleitoral. O que você precisa saber: ENTENDA: O que é o teto de gastos Qual o valor? Quando começa?: O que se sabe sobre o programa Crise do teto de gastos causa debandada na equipe econômica Comissão aprova proposta que muda teto de gastos para bancar Auxílio Brasil Sem explicar recursos, Bolsonaro diz que auxílio a caminhoneiros será de R$ 400 Bolsa tem pior desempenho do ano; dólar dispara O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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22/10 - Auxílio Emergencial: Caixa paga última parcela a mais um grupo de trabalhadores; veja quem recebe
Recebem os nascidos em março fora do Bolsa, e os beneficiários do programa com NIS encerrado em 5. A Caixa Econômica Federal (Caixa) paga nesta sexta-feira (22) a sétima e última parcela do Auxílio Emergencial para mais um grupo de beneficiários. Desta vez, recebem os trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em março. Também recebem os beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 5. Auxílio Emergencial acaba este mês e não será prorrogado, diz ministro Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 7ª parcela nesta sexta serão liberados em 4 de novembro. Já quem é do Bolsa recebe os recursos da mesma forma que o benefício original. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ RECEBEM A SÉTIMA PARCELA NESTA SEXTA-FEIRA: beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 5 trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em março Calendários de pagamento BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1
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22/10 - Dois terços dos reajustes salariais no Brasil ficam abaixo da inflação em setembro; veja índices por setor
Segundo boletim Salariômetro, apenas 9,5% das negociações trabalhistas resultaram em ganhos reais (acima da inflação) para os trabalhadores. Dois terços dos reajustes salariais negociados em acordos e em convenções coletivas ficaram abaixo da inflação em setembro, segundo o boletim Salariômetro, divulgado nesta sexta-feira (22) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Isso significa que apenas 9,5% das negociações trabalhistas resultaram em ganhos reais (acima da inflação) e 23,5%, em ganhos iguais ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Renda média do trabalho encolhe e é a menor desde 2017 Brasil tem recorde de 30 milhões de pessoas recebendo até um salário mínimo Empobrecimento, arrocho salarial, juros mais altos: entenda os efeitos da inflação de dois dígitos na economia e na sua vida Comida, gasolina, conta de luz: por que está tudo tão caro no Brasil? Entre os setores que conseguiram reajuste acima da inflação estão gráficas e editoras e artefatos de borracha. Ambas registraram um aumento real de 0,1% (veja tabela abaixo). Impacto da inflação no mercado de trabalho g1 Segundo Hélio Zylberstajn, professor sênior da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), a inflação no país está tão alta que por mais que o trabalhador consiga um reajuste salarial, está cada vez mais difícil conseguir um percentual suficiente para alcançá-la. "A perda salarial durante as negociações se deve a dois fatores: a desocupação que tira o poder de barganha do trabalhador e a inflação que corrói os salários. É o pior dos mundos", explica o professor, que coordena o boletim. Zylberstajn afirma também que, em um contexto de crise econômica e alto índice de desemprego, os sindicatos não têm força para fazer greve, tampouco para reivindicar condições melhores para os trabalhadores. Neste caso, funciona a regra da oferta e demanda: quando mais profissionais buscam emprego, piores são as condições oferecidas também aos que já estão trabalhando. Inflação do Brasil em 2021 será maior que a de 83% dos países Em setembro, o reajuste mediano negociado foi de 8%, enquanto o INPC no acumulado de 12 meses ficou em 10,4%. O piso salarial mediano foi de R$ 1.255 em setembro, enquanto o piso médio foi de R$ 1.396. Para o próximo ano, o coordenador da pesquisa prevê um cenário conturbado até o fim do primeiro trimestre, uma vez que as previsões para a inflação continuam altas até março. A virada do jogo depende, segundo ele, da estabilidade política e econômica do país.
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22/10 - Guedes sonda ex-ministro do Planejamento para secretaria do Tesouro
Esteves Colnago quando era ministro do Planejamento do governo Michel Temer em 2018. Hoana Gonçalves/MP O ministro da Economia, Paulo Guedes, sondou o assessor especial de Relações Institucionais do ministério, Esteves Colnago, para ocupar a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento. O atual secretário, Bruno Funchal, pediu demissão nesta quinta-feira (21), após o governo decidir apoiar uma mudança na PEC dos precatórios que abre um rombo na regra fiscal do teto de gastos. Outros três secretários também decidiram deixar seus cargos nesta quinta (21). Secretários do Tesouro pedem demissão ao ministro da Economia Colnago já foi ministro do Planejamento no governo Michel Temer. Ele é servidor de carreira e, atualmente, faz a articulação do Ministério da Economia com o Congresso Nacional. Há menos de um ano, Colnago foi sondado para o cargo, mas, na ocasião, preferiu ficar na articulação política da pasta. VÍDEOS: notícias sobre política
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21/10 - Precatórios: comissão aprova PEC com mudança no teto de gastos para viabilizar Auxílio Brasil
Relator, deputado Hugo Motta, diz que nova versão abre 'espaço fiscal' de mais de R$ 80 bi para governo bancar Auxílio Brasil. Texto altera regra de correção monetária do teto de gastos. Comissão Especial da Câmara aprova PEC dos Precatórios A comissão especial criada na Câmara para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios aprovou a proposição nesta quinta-feira (21) por 23 votos a 11. A votação foi concluída após a aprovação do texto-base e a rejeição dos oito destaques (sugestões pontuais de alteração do texto principal) apresentados. Vencida a etapa da comissão, o texto seguirá para o plenário, onde precisa obter pelo menos 308 votos em dois turnos para ser aprovado. LEIA TAMBÉM Entenda: o que é teto de gastos Novo programa: quem receberá o Auxílio Brasil? A PEC fixa um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). O texto é uma das apostas do governo federal para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. O governo tenta reduzir o montante de precatórios a ser quitado em 2022 para, com o restante do dinheiro, conseguir pagar o novo programa social. A intenção é que cada família beneficiária do novo programa receba, pelo menos, R$ 400 por mês no próximo ano. A aprovação pela comissão do parecer sobre a proposta, de autoria do relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), abre espaço orçamentário para bancar o programa sem "furar" o teto de gastos, que limita o crescimento da maior parte das despesas públicas à inflação. Além de restringir o pagamento de precatórios, a PEC altera a regra de correção do teto de gastos. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. O período considerado é esse porque é o dado disponível no momento em que o governo tem de enviar ao Congresso o projeto de orçamento do ano seguinte. Com a mudança proposta pela PEC, o IPCA passa a ser apurado entre janeiro e dezembro. Essa mudança no cálculo também afeta o pagamento dos precatórios, já que o governo propõe limitar a alta dessas despesas pelo mesmo índice. A mudança parece simples mas, segundo o relator, a alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios liberam quase R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. Técnicos do Congresso estimam que esse espaço orçamentário pode ser ainda maior e ultrapassar R$ 95 bilhões. A proposta de furar o teto para bancar o programa social repercutiu negativamente no mercado (vídeos abaixo). Dólar sobe forte após Guedes falar em 'licença' para furar teto de gastos Afinal, o que é "waiver"? Termo foi usado por Guedes para viabilizar o Auxílio Brasil Discussão Antes da votação, o relator da matéria disse que cerca de 17 milhões de famílias serão beneficiadas e defendeu que o texto obedece às regras fiscais. "Nós temos sim a preocupação de fazermos o social, de podermos levar esse auxílio, mas nós temos uma preocupação ainda maior também de continuarmos a obedecer as regras fiscais, porque não adianta aqui sermos irresponsáveis fiscalmente, porque isso irá culminar com uma inflação ainda maior, e nós sabemos que não adianta dar com uma mão e tirar com a outra", disse Hugo Motta. Polêmica, a proposta foi alvo de críticas na comissão especial. Parlamentares, principalmente da oposição, afirmam que a mudança é uma forma de dar "calote" no pagamento dos precatórios. "O que está sendo feito aqui, na verdade, é um calote. Nós vamos dar um calote na dívida dos precatórios no país. Por essa razão, a oposição não pode aceitar a forma açodada e absolutamente inconsequente com que o Governo está conduzindo essa política", disse o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA). Gilson Marques (Novo-SC) criticou as mudanças no parecer, protocolado minutos antes da sessão começar. "Um tema extremamente complexo de um alto impacto financeiro, social, fiscal. Não é possível, de uma maneira técnica, analisar todos os contextos, impactos e consequências relativos a isso", disse o parlamentar. Defensor da proposta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), compareceu por alguns minutos à sessão, mas não quis falar com a imprensa. Em outras ocasiões, ele disse que a PEC é prioridade na Casa. Regra 'casuística' A regra proposta na PEC, segundo os técnicos do Congresso, é "totalmente casuística" – ou seja, foi pensada apenas para resolver o próximo ano. De 2023 em diante, não há qualquer garantia de que o cálculo de janeiro a dezembro seja mais vantajoso que o modelo atual. Ou seja, a mudança pode incluir um aperto nos orçamentos federais nos anos seguintes. A mudança no relatório, protocolado nesta quinta-feira, serve para bancar o novo valor do Auxílio Brasil, de R$ 400, anunciado oficialmente pelo governo nesta quarta-feira (20). O governo quer reajustar o Bolsa Família em 20% e, depois, chegar aos R$ 400 com um "benefício temporário". Ao criar um programa temporário, o governo federal fica dispensado de apontar uma nova fonte permanente de recursos – essa é a principal dificuldade da equipe econômica para viabilizar o Auxílio Brasil. Os técnicos do Congresso ouvidos pelo g1 e pela TV Globo afirmam também que a abertura dessa folga orçamentária em 2022 pode levar o governo a gastar mais recursos para atender a pedidos de parlamentares – por exemplo, com as emendas de relator, criticadas pela falta de transparência. Nova versão Motta já havia lido um relatório sobre a matéria há duas semanas. Na oportunidade, o parecer estipulou um limite para despesas com precatórios para cada exercício financeiro, o que, se aprovado, abriria espaço orçamentário de R$ 50 bilhões para bancar o programa sem furar o teto de gastos. Nesta quinta, ao apresentar a nova versão, Motta disse claramente que a mudança servirá para incluir o Auxílio Brasil nas contas do próximo ano. “Estamos trazendo correção do teto de gastos de janeiro a dezembro de cada ano, para que a gente consiga, com isso, encontrar a saída do espaço fiscal necessário para cuidarmos de quem mais precisa”, afirmou o relator. Na prática, a mudança na correção monetária do teto de gastos quase dobra a folga fiscal gerada pela PEC dos Precatórios – que passará de R$ 50 bilhões para algo entre R$ 80 bilhões e R$ 90 bilhões. O número já tinha sido antecipado pela comentarista do g1 e da GloboNews Julia Duailibi. Veja no vídeo abaixo: Julia Duailibi: Economia vê folga fiscal de R$ 40 bilhões com revisão do teto de gastos Espaço no teto Até este ano, o governo vinha pagando integralmente os precatórios. A partir de 2022, a conta passará de R$ 54,7 bilhões para cerca de R$ 90 bilhões, o que, segundo o Poder Executivo, inviabiliza o lançamento do novo programa social. Por isso, a PEC estipula um teto para gastos com precatórios, abrindo espaço fiscal para bancar o programa. A mudança no período de correção também ajuda abrir mais espaço no orçamento. Segundo o texto , os precatórios de menor valor terão prioridade de pagamento e os que não forem pagos no exercício previsto em razão do estouro do teto fixado na proposta terão prioridade nos exercícios seguintes. Auxílio Brasil O governo anunciou na quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil deverá ter mesmo o valor de R$ 400. Para permitir essa despesa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que estudaria uma forma de alterar o teto de gastos. Essa alteração foi apresentada nesta quinta na PEC dos Precatórios. Vacinação O relatório prevê que, se o novo cálculo for aprovado, a aplicação no Orçamento de 2021 fica limitada a R$ 15 bilhões. E que, se isso acontecer, o saldo deve ser usado exclusivamente para despesas da vacinação contra Covid ou "relacionadas a ações emergenciais e temporárias de caráter socioeconômico" – o que poderia, também, incluir os gastos com o Auxílio Brasil. Na avaliação de técnicos, esse dispositivo pode resolver uma lacuna sobre recursos para a vacinação no ano seguinte. Como o governo encaminhou o projeto do Orçamento de 2022 sem previsão orçamentária para os imunizantes, essa previsão seria uma forma de garantir os valores ainda em 2021.
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21/10 - Empresas brasileiras perdem R$ 284 bilhões em valor de mercado em três dias com piora fiscal do país
Mercado financeiro tem reagido muito mal aos movimento da equipe econômica diante da proposta de furar o teto de gastos. Nesta quinta-feira (21), bolsa caiu 2,75%, a 107.735 pontos. Em três dias, as empresas brasileiras perderam R$ 284 bilhões em valor de mercado Nelson Almeida/ AFP Em três dias, as empresas brasileiras perderam R$ 284 bilhões em valor de mercado na bolsa de valores, segundo um levantamento realizado pela provedora de informações financeiras Economatica. Ao fim do pregão de segunda-feira (18), as ações das empresas listadas na B3 somavam R$ 4,984 trilhões. Nesta quinta-feira (21), passaram a valer R$ 4,7 trilhões. Nesta semana, o mercado financeiro tem reagido muito mal aos movimento da equipe econômica. Na quarta-feira (20), o ministro Paulo Guedes falou em "licença" para furar o teto de gastos para financiar o valor de R$ 400 para o programa Auxílio Brasil. Mercado financeiro reage mal à declaração de Guedes sobre furar teto de gastos LEIA TAMBÉM Quatro secretários de Guedes pedem demissão após manobra para driblar teto de gastos ENTENDA: O que é teto de gastos ANA FLOR: Com Centrão dando as cartas, furo no teto de gastos pode chegar a R$ 100 bi 'Licença' para gastar coloca fim ao teto de gastos e pode causar alta dos juros e da inflação', diz economista Nesta quinta, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, caiu 2,75%, a 107.735 pontos - é a pior pontuação do ano e a menor desde 23 de novembro (107.378 pontos). Na quarta, registrou leve alta de 0,10%. E na terça, recuou 3,28%. Na semana, o tombo acumulado do Ibovespa é de 6,03%. Desde terça-feira, as empresas que mais perderam valor de mercado foram Petrobras (queda de R$ 24,1 bilhões), Vale (R$ 23,9 bilhões) e Magazine Luiza (R$ 12,3 bilhões). O mercado de câmbio também teve um dia de forte tensão. O dólar fechou em alta de 1,92%, cotado a R$ 5,6651, no maior patamar desde desde 14 de abril.
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21/10 - Senado aprova auxílio de até R$ 2 bilhões a Santas Casas e hospitais filantrópicos
Proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. Auxílio deverá ser transferido às entidades no prazo de 15 dias após a publicação da lei. O Senado aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, o projeto que concede auxílio emergencial de até R$ 2 bilhões para Santas Casas e hospitais filantrópicos que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, de autoria do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), segue para a Câmara dos Deputados. Um dos objetivos, segundo os parlamentares, é ajudar na manutenção de atendimentos à população. Pela proposta, os recursos serão entregues pela União por meio dos fundos de saúde estaduais, distrital ou municipais. De acordo com o texto, o auxílio deverá ser empregado no controle do avanço da pandemia da Covid, mas também no atendimento de demandas de saúde não relacionadas à pandemia. O auxílio deverá ser transferido às entidades em até 15 dias após a publicação da lei que resultar do projeto. O texto diz que a distribuição do dinheiro será feita de forma proporcional entre as unidades de saúde, conforme critérios já definidos. O recebimento dos recursos pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos ocorrerá mesmo que haja débitos ou inadimplência das entidades beneficiadas. Ainda conforme a proposta, os recursos também deverão ser aplicados: no pagamento dos profissionais de saúde; na aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos, produtos hospitalares e equipamentos; na execução de pesquisas relacionadas às demandas de saúde; na realização de reformas físicas para aumento, adequação de leitos. As Santas Casas e hospitais filantrópicos beneficiados deverão prestar contas da aplicação das verbas aos respectivos fundos de saúde. Relator do projeto, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) lembra que, em 2020, o Congresso aprovou lei que também destinou auxílio de até R$ 2 bilhões a essas entidades, para uso no enfrentamento à pandemia. Relembre no vídeo abaixo: Santas casas e hospitais filantrópicos vão receber ajuda de R$ 2 bi do Governo Federal "É inegável que a manutenção de tão elogiosa atuação por parte desse braço do SUS demanda que a esfera federal de governo disponibilize recursos adicionais, mormente em um cenário de necessidade de enfrentamento da demanda represada por serviços de saúde não atendidos em razão da pandemia do novo coronavírus, de tratamento de pessoas com sequelas da covid-19 e de atendimento de novos casos dessa doença", afirmou Veneziano. O texto não especifica a origem dos recursos que serão repassados – somente determina que as quantias deverão ser acrescidas às dotações orçamentárias destinadas a ações e serviços públicos de saúde.
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21/10 - Quatro secretários de Guedes pedem demissão após manobra para driblar teto de gastos
Secretários de Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro, Jeferson Bittencourt, informaram 'razões pessoais' ao ministro Paulo Guedes. Governo quer furar teto para bancar Auxílio Brasil. Secretários do Tesouro pedem demissão ao ministro da Economia Quatro secretários do Ministério da Economia pediram demissão dos cargos nesta quinta-feira (21) alegando motivos pessoais. O anúncio foi feito pela própria pasta, e ainda não há substitutos anunciados. Compartilhe essa noticia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram Os quatro secretários comandavam a área fiscal do ministério, ou seja, os setores diretamente relacionados com os gastos públicos. Deixaram os cargos: o secretário de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal; o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt; a secretária-especial-adjunta de Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas; e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo. "Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país", diz o ministério. De acordo com o Ministério da Economia, Funchal e Bittencourt seguem despachando nos cargos até que seja feita a transição para os próximos secretários. Os pedidos de demissão acontecem após a manobra liderada pelo Centrão para abrir espaço no teto de gastos em 2022, ano de eleições gerais. O governo pretende gastar cerca de R$ 40 bilhões fora da regra de austeridade para bancar um benefício social temporário de, pelo menos, R$ 400 mensais (veja detalhes mais abaixo). Os substitutos nos cargos ainda não foram anunciados. Também nesta quinta, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, pediu demissão do posto. Entenda, no vídeo abaixo, o significado político da debandada no Ministério da Economia: Natuza Nery explica o peso da demissão de secretários de Orçamento e do Tesouro Manobra, auxílio e debandada A nova debandada no Ministério da Economia ocorre logo após a derrota da equipe econômica para a ala política do governo na definição dos novos valores do Auxílio Brasil. O ministro da Cidadania, João Roma, anunciou na quarta-feira (20) que o benefício do novo programa social será de, no mínimo, R$ 400 por família até o final do ano que vem. Veja mais detalhes no vídeo abaixo: Governo anuncia Auxílio Brasil, mas não diz de onde virão os recursos para financiar programa Nos últimos meses a equipe econômica havia se conformado com um aumento mais modesto, de R$ 300, que seria encaixado no Orçamento por meio da PEC dos Precatórios e custeado com o retorno da taxação sobre os lucros e os dividendos, parte da Reforma do Imposto de Renda. Porém, a reforma do Imposto de Renda não avançou no Senado. Do outro lado, a inflação se mostrou mais persistente do que o imaginado pela equipe econômica, levando a pressão política para aumentar o benefício para além dos R$ 300 planejados. Para viabilizar o Auxílio Brasil, o relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta, propôs alterar a regra de correção do teto de gasto. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. A proposta é mudar para janeiro a dezembro, com valores retroativos a 2016. A mudança parece simples mas, na avaliação de técnicos do Congresso, a alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios abrem cerca de R$ 83 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. 'Situação complicada', diz Mourão Até o início da noite desta quinta, o ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro ainda não tinham comentado as demissões. Questionado, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o país vive uma situação "complicada" e que existem opções para auxiliar as famílias mais pobres sem desrespeitar a regra do teto de gastos. "É uma situação complicada que nós temos vivido. Qual é a minha visão? Eu acho que têm boas soluções para serem buscadas no sentido de se obter os recursos necessários para um auxílio para a população mais desvalida sem que seja obrigatório você quebrar o teto de gastos ou furar o teto de gastos. Acho que se sentar todo mundo se consegue uma solução melhor", afirmou o vice-presidente. Perfis Doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, Funchal é especialista em Economia, com ênfase em Finanças, Direito e Macroeconomia Aplicada. Ele estava no Ministério da Economia desde janeiro de 2019 Começou como diretor de programas e, após pedido de demissão de Mansueto Almeida em junho de 2020, foi promovido ao cargo de secretário do Tesouro. Depois, em maio deste ano, assumiu o cargo de secretário especial de Fazenda - posteriormente transformado em Secretário Especial de Tesouro e Orçamento. Funchal foi secretário de Fazenda do Espírito Santo de 2017 a 2018, quando conseguiu fazer o estado tirar nota máxima em capacidade de pagamento cortando comissionados, suspendendo concursos e não concedendo reposição salarial. O sucesso no governo capixaba fez Funchal ser procurado no fim de 2018 para ser secretário de Fazenda do Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Mas ele acabou optando por aceitar o convite do Ministro Paulo Guedes para integrar o governo Bolsonaro. Íntegra Veja abaixo a íntegra da nota divulgada nesta quinta pelo Ministério da Economia: Nota à imprensa O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (21/10). A decisão de ambos é de ordem pessoal. Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país. A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos, por razões pessoais. Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos, tanto da Seto quanto da STN.
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21/10 - Ministros do Brasil e China discutem retomada de exportações de carne bovina
Comércio está parado há 47 dias, após a confirmação de dois casos atípicos da doença da vaca louca. País asático é o maior comprador do Brasil. A China é tradicionalmente o principal destino da carne brasileira. Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, conversou nesta quinta-feira (21) com o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, sobre a retomada das importações de carne bovina brasileira pelo país asiático. A China é tradicionalmente o principal destino da carne brasileira, mas uma suspensão aos embarques ao país asiático foi anunciada no início de setembro, após a confirmação de dois casos atípicos da doença "mal da vaca louca", um em Mato Grosso e outro em Minas Gerais. Leia também: Com suspensão da China, valor do boi caiu, mas carne continua cara Entenda o que é a doença da vaca louca Como se tratava de casos atípicos, que não oferecem riscos à saúde, o mercado acreditava em um breve retorno dos embarques, o que ainda não ocorreu. Em videoconferência, os ministros "conversaram sobre abertura e diversificação de mercados, incluindo retomada das exportações de carne bovina brasileira", disse o Itamaraty no Twitter. Segunda a publicação na rede social, "o chanceler chinês acredita que o assunto será resolvido rapidamente". O Itamaraty citou ainda que uma reunião bilateral discutirá o tema ainda nesta quinta-feira para "encaminhar o assunto".
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21/10 - Governo estuda novo empréstimo às distribuidoras de energia nos moldes da 'Conta Covid'
Ministério de Minas e Energia não citou valores; g1 apurou que empréstimo deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. Objetivo é evitar que custo da crise hídrica impacte faturas em 2022. O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou nesta quinta-feira (21), em nota oficial, que estuda apoiar um novo empréstimo às distribuidoras de energia para cobrir os custos extras com a geração de energia em 2021. A informação já tinha sido antecipada pela colunista do g1 Ana Flor. O objetivo é garantir o equilíbrio financeiro das distribuidoras e evitar que toda a conta do custo extra seja repassado para os consumidores em 2022, ano eleitoral. Com o empréstimo, o custo será diluído ao longo do tempo. A conta ainda será paga pelos consumidores, com juros. "O MME informou que está estudando possíveis soluções que visam atenuar o descasamento observado entre as receitas arrecadadas pelas tarifas de energia elétrica e as despesas com a geração de energia, entre elas uma operação de crédito nos moldes da 'Conta Covid'", disse a pasta em nota. Na nota, o MME afirma apenas que o "o dimensionamento da operação ainda está em avaliação pelo MME em conjunto com a Aneel, cuja Diretoria também participou da reunião". Segundo apurou o g1, o valor do novo empréstimo deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, mais a taxa de juros que está sendo definida. O valor será custeado pelos consumidores ao longo de seis a oito anos, através de um encargo aplicado à conta de luz. Governo estuda empréstimo a distribuidoras de energia Na nota desta quinta, a secretária-executiva do MME, Marisete Pereira, diz que as alternativas estudadas levam em conta "o cuidado de manter a tarifa de energia adequada à capacidade de pagamento do consumidor brasileiro”. Marisete coordenou uma reunião sobre o tema, nesta quinta, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, não participou do encontro. Também em nota, a Abradee informou que a solução apresentada pelo MME é um novo financiamento, com a participação do BNDES e de bancos privados, que poderá ser concluído até o início do próximo ano. "O MME já deverá iniciar, na próxima semana, as discussões com essas instituições financeiras", diz a associação. Segundo a Abradee, a medida deve permitir que os consumidores possam "pagar pela energia mais elevada em um período mais longo e, portanto, com menos impacto nos seus orçamentos". Nova 'Conta Covid' A "Conta Covid" citada pelo MME foi o nome dado ao empréstimo feito para socorrer o setor elétrico dos efeitos da pandemia. Cerca de 60 distribuidoras aderiram ao financiamento, que totalizou R$ 14,8 bilhões. Esse valor está sendo pago pelos consumidores, através de um encargo embutido na conta de luz. As parcelas da "Conta Covid" serão cobradas mensalmente até dezembro de 2025. A taxa de juros da operação foi de CDI + 2,8% ao ano. Rombo da crise hídrica As distribuidoras usarão o dinheiro do financiamento para cobrir o rombo gerado com a crise energética, que levou o país a acionar usinas termelétricas para garantir o fornecimento de eletricidade, além de importar energia da Argentina e do Uruguai. Segundo dados da Aneel, a arrecadação das bandeiras tarifárias, que existem justamente para cobrir esse aumento do custo da geração de energia, tem déficit acumulado de R$ 8,06 bilhões até agosto. Aumento na conta de luz gera mais procura por energia solar Isso quer dizer que o valor arrecadado com a bandeiras aplicadas às contas de luz foi insuficiente em R$ 8,06 bilhões para cobrir os custos extras de produção de energia. Até mesmo a bandeira de "escassez hídrica", criada pelo governo em agosto e que entrou em vigor em setembro, pode ser insuficiente para cobrir os custos, segundo especialistas e as distribuidoras de energia. A disparada do dólar, os reajustes nos preços do gás natural e do carvão mineral e a escassez de gás natural também têm contribuído para o aumento do rombo. Empréstimo em 2014 A ideia de emprestar dinheiro às distribuidoras para segurar o reajuste na conta de luz é antiga. Em 2014, o governo Dilma Rousseff recorreu ao mecanismo. O empréstimo foi de R$ 34 bilhões, operação que ficou conhecida como “Conta-ACR”, encargo que também foi cobrado na conta de luz. Dos R$ 34 bilhões, R$ 12,8 bilhões foram juros pagos aos bancos.
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21/10 - Com Centrão dando as cartas, furo no teto de gastos pode chegar a R$ 100 bi, estima mercado
As manobras para mudar a regra fiscal do teto de gastos, somado à rolagem de parte das dívidas dos precatórios e outros possíveis gastos para melhorar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, já fazem especialistas em contas públicas e instituições financeiras calcularem que o rombo na regra do teto de gastos pode chegar a R$ 100 bilhões. Nesta quarta-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo avalia uma “licença” para furar o teto. A fala foi lida como uma rendição da equipe econômica, que se dobrou aos desejos da ala política do governo e aceitou romper o teto de gastos — principal regra fiscal do país. Guedes fala em licença para gastar fora do teto A área econômica, excluída do debate conduzido pelo Planalto com o relator da PEC dos Precatórios, Hugo Motta (Republicanos-PB), já admitia nesta quarta (20) que, a partir da mudança no cálculo do reajuste do teto, o rombo no teto de gastos em 2022 passará de R$ 40 bilhões. Soma-se ao valor um montante que pode variar entre R$ 30 e 40 bilhões, que seria o espaço aberto no pagamento de precatórios. Com isso, se estima uma despesa para além do teto de gastos de pelo menos R$ 70 bilhões. Investidores e instituições financeiras veem uma deterioração nas contas públicas em marcha. Há poucas semanas, se aceitava um novo programa social que pagasse R$ 300 a 17 milhões de famílias, que seria custeado com mudanças no imposto de renda e na regra de precatórios. Nesta semana, o valor já saltou para R$ 400, e os sinais vindos da Praça dos Três Poderes é de que nem governo, nem Congresso irão insistir em votar a mudança no Imposto de Renda. O problema se agrava porque analistas acreditam que os aliados do presidente não irão parar por aí. Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (21) que irá ajudar caminhoneiros afetados pela alta do diesel e o Congresso deve aprovar um vale-gás nos próximos dias, que deve custar pelo menos R$ 6 bilhões. A indicação de que quem dá as cartas dos gastos públicos no país é o centrão fez com que juros futuros chegassem às máximas, e interrompeu negociações de títulos públicos. No mercado, já se falava em risco de recessão num futuro próximo. A mudança nas regras do teto é vista mais como um artifício para criar espaço para gastos do que um ajuste para melhoria da norma. Um dos idealizadores do teto de gastos, o economista Marcos Mendes, afirma que se trata de “casuísmo”. “O governo parece ir a uma feira de regras fiscais, escolhendo a cada dia a que convém para aquele momento. Não há credibilidade que resista”, afirma Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado. Mendes explicou que o reajuste do teto é calculado pelo período de 12 meses, que termina em junho, porque o governo precisa enviar até agosto ao Congresso o Orçamento do ano seguinte. VÍDEOS: notícias sobre política
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21/10 - C6 Bank lidera ranking de reclamações do Banco Central no terceiro trimestre de 2021
Ranking do BC considera proporção entre reclamações procedentes e número de clientes de cada banco. C6 diz que redução de reclamações e aumento de soluções são prioridades. O C6 Bank foi a instituição financeira que mais recebeu reclamações de clientes no terceiro trimestre de 2021, segundo ranking divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (21). Para elaborar a lista, o Banco Central divide o número de reclamações pela quantidade total de clientes de cada instituição. Com isso, a autoridade monetária equilibra o volume de queixas com o tamanho do banco. A partir desse índice, o BC elabora a lista dos mais reclamados. O Banco Central considerou procedentes 1.651 reclamações de clientes registradas contra o C6 Bank entre julho e setembro. O banco tem 11,05 milhões de clientes. O C6 Bank disse, em nota, que a redução de reclamações e o aumento da solução de problemas por meio de canais internos são prioridades na agenda da instituição. "Nossos controles internos indicam que 99% das solicitações recebidas pelos canais internos do banco (Chat, SAC e ouvidoria) são resolvidas e continuaremos investindo nossos esforços para que o cliente possa solucionar, cada vez mais, suas demandas diretamente com o banco”, afirmou. No segundo lugar da lista ficou o Banco PAN, que vinha liderando o ranking nos dois primeiros trimestres desse ano. De julho a setembro o Banco PAN, que tem 15,25 milhões de clientes, recebeu 1.004 reclamações. Em nota, o PAN afirmou que tem adotado medidas concretas para melhorar a experiência dos clientes e aprimorar a qualidade dos serviços e do atendimento. Como exemplo, a instituição citou a modernização do mercado e a digitalização de serviços para ampliar o combate a fraudes. "O PAN reforça, ainda, sua posição de respeito aos clientes e está à disposição em todos os seus canais de atendimento", diz o comunicado. Já o Banco Inter ocupou o terceiro lugar do ranking do BC, com 746 reclamações no terceiro trimestre deste ano. Ao todo, o banco tem 13,32 milhões de clientes. Reclamações mais frequentes Considerando o número total de reclamações recebidas pelo conjunto de instituições financeiras, o Banco Central listou os temas mais frequentes das queixas dos clientes. O tema campeão da lista, com 2.175 reclamações, diz respeito a irregularidades na confiabilidade, na segurança e no sigilo das operações relacionadas a cartões de crédito. Essa categoria inclui cobranças indevidas ou que deveriam ter sido estornadas, compras não reconhecidas feitas com cartão de crédito clonado ou roubado, cobranças em duplicidade e não reconhecimento do pagamento da fatura. Em segundo lugar ficaram irregularidades nos serviços relacionados a operações de crédito. Foram registradas 2.153 queixas sobre o tema. Como exemplos, o BC cita atraso na liberação do crédito, cobrança de parcela já quitada, cobranças em duplicidade, demora para devolver parcela cobrada indevidamente e divergência no valor ou na quantidade de mensalidades.
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21/10 - 'Equação' do Auxílio Brasil precisa inserir programa dentro do teto de gastos, diz Pacheco
Regra está em vigor desde 2017 e limita aumento dos gastos da União à inflação. Paulo Guedes colocou possibilidade de parte do programa ser paga fora do teto; mercado reagiu mal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) Pedro Gontijo/Senado Federal O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira (21) que a "equação" que envolve a criação do programa Auxílio Brasil deve inserir o programa dentro da regra do teto de gastos. Pacheco deu a declaração em entrevista no Senado após ter sido questionado sobre a possibilidade, já colocada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), de uma parte do programa ser paga fora do teto. Conforme o colunista do g1 Valdo Cruz, o desenho atual do Auxílio Brasil prevê que uma parte do pagamento (R$ 300) respeitará o teto de gastos, mas outra (R$ 100), não. "É evidente que nós defendemos que esse programa social seja concebido, aprimorado, incrementado o seu valor dentro daquilo que todos nós pregamos sempre, que é a responsabilidade fiscal. Ou seja, a importância de encontramos a matemática, a equação capaz de fazer e inserir dentro do teto de gastos públicos esse programa social", afirmou Pacheco. Dólar dispara após Guedes falar em 'licença' para furar teto de gastos O teto de gastos foi instituído a partir de uma emenda constitucional, promulgada pelo Congresso Nacional em 2016. O mecanismo limita o crescimento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) à inflação do ano anterior. A possibilidade de uma parte do auxílio ser paga fora do teto provocou reações negativas no mercado financeiro. O dólar, por exemplo, operou em forte alta diante da declaração de Guedes de que o teto de gastos pode ser furado. Além disso, a Bolsa de Valores fechou em queda. Para o vice-presidente Hamilton Mourão, no entanto, o governo não pode ser "escravo" do mercado financeiro porque a questão social é responsabilidade do Poder Executivo. Veja as diferenças entre o Bolsa Família e o Auxílio Brasil Discussões com o governo O presidente do Senado também disse nesta quinta que se reuniu com os ministros Paulo Guedes, Ciro Nogueira (Casa Civil) e João Roma (Cidadania) para tratar do tema e que o governo tem buscado dar uma "equação possível" para a formulação do Auxílio Brasil dentro do teto. Rodrigo Pacheco ainda comentou a possibilidade de alteração na regra de correção do teto de gastos em debate na Câmara dos Deputados. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. Com a mudança debatida na Câmara, o IPCA seria apurado entre janeiro e dezembro, o que, combinado limite de pagamento de precatórios, liberaria mais recursos para despesas. Para Pacheco, essa solução pode ser "mais justa". "Essa é uma avaliação que tem que ser feita. Pode ser até que essa solução, e eu sinceramente neste instante não posso afirmar categoricamente isso, pode ser até que essa solução de parametrização, do começo até o fim do ano, possa eventualmente até ser mais justa", afirmou o parlamentar. Segundo Pacheco, depois que a Câmara aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata dos precatórios, e que pode alterar a correção do teto de gastos, o Senado vai avaliar o texto com "o máximo de pressa possível". Valdo: Auxílio-Brasil é uma ‘pegadinha’ e governo irá furar teto de gastos Equipe econômica De acordo com o Blog do Valdo Cruz, a equipe do ministro Paulo Guedes teme que, diante das declarações do ministro de que parte do programa pode ser paga fora do teto, o Congresso Nacional aprove um valor superior aos R$ 400 previstos para o Auxílio Brasil. Ainda segundo o blog, a equipe econômica do governo era contra fixar um valor acima de R$ 300 para o Auxílio Brasil se o aumento representasse furar o teto. No entanto, o valor de R$ 400 foi decidido pelo presidente Jair Bolsonaro, que seguiu os conselhos da ala política do governo. Segundo a colunista do g1 Ana Flor, a equipe econômica calcula que o valor total a ser gasto fora do teto pode chegar a R$ 40 bilhões. Estados estimam perda de R$ 32 bilhões na arrecadação com novo ICMS Combustíveis Mais cedo, nesta quinta-feira, Rodrigo Pacheco participou de reunião com governadores para tratar do projeto que altera regras do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. O projeto determina que o ICMS, imposto estadual, deixe de ser cobrado em porcentagem sobre o preço final do produto e passe a ter um valor fixo, em reais, por litro de combustível. Os governadores resistem à aprovação da proposta porque, segundo eles, a medida gerará perda bilionária na arrecadação. Os governadores defendem uma participação maior da Petrobras na redução dos combustíveis. Rodrigo Pacheco afirmou que também pretende se reunir com representantes da Petrobras para tratar do preço dos combustíveis. "Muitos têm dito, inclusive eu, que a Petrobras tem que tomar parte desse problema. Então, eventualmente, um convite para uma mesa de reuniões virtual ou presencial para que possam dar sua opinião sobre esse problema dos combustíveis", declarou.
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21/10 - Por que o preço da carne não cai?
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